Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 15/05/2020
Da descoberta do fogo pelo homem primitivo à construção de máquinas que usavam o calor para realizar trabalho foram milênios. Em contrapartida, do início das pesquisas sobre Inteligência Artificial (AI), em 1956, para sua utilização demorou meio século. Alinhado a isso, o filósofo Zigmunt Bauman defendia que essas imensas transformações são frutos de uma liquidez da modernidade a qual expõe o ser humano a constantes inovações e mudanças. Oposto a isso, nota-se que a tecnologia não é homogênea e é penoso o seu uso nas instituições de ensino e laboral pois exigem conhecimento profundo e altos investimentos. Portanto, pela importância da tecnologia no século XXI, urge analisar a necessidade da vivência informacional e criativa no desenvolvimento de profissões futuras.
Mormente, segundo Kant, o entendimento do homem é originado da educação e dos meios aos quais ele é exposto. Porém, de de acordo com a pesquisa realizada pela “TIC educação”, das 95% de escolas públicas que detém computadores em suas unidades, destas, apenas 6% utilizam-o rotineiramente. Outrossim, esse entrave se soma também a dificuldade do acesso dos professores a informática, em suma, a não experiência tecnológica do educador leva o educando a mesma estagnação. Consoante ao pensamento do filósofo, o interessante em trazer tecnologia para os indivíduos é ampliar a base de conhecimento ofertada a eles, seja na educação ou nas corporações.
Ademais, além do Quociente de Inteligência (QI), o profissional do futuro será aquele com alto desenvolviemnto do seu Quociente Emocional (QE), é isso que defende a palestrante Michelle Schneider no Ted Talks. Todavia, tanto para aqueles que lecionam como para os que aprendem, voltar-se ao ensino criativo e de negociação é difícil, haja vista que a capacitação do Brasil exige mais questões concretas do saber que induzir o pensamento independente. Sobre isso, infere-se a educação brasileira é muito engessada a qual se encaixa em um ensino em “linha de produção” e opõe-se a técnicas modernas como o “Método Montessori”, por exemplo, o que dificulta ainda mais a formação de profissionais preparados.
Destarte, faz-se mister a adoção de caminhos tecnológicos e criativos nas grades curriculares brasileira. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), em coalizão com o Ministério da Ciência e Tecnologia, capacitar professores nas áreas informacionais a partir da plataforma oficial de ensino de reclicagem do MEC. Além disso, por meio de palestras e feiras de conhecimentos gerais levar alunos e educadores a aprendizados fora daqueles do ambiente acadêmico, a fim de refinar o conhecimento de mundo deles. Dessa forma, tanto profissionais quanto alunos estarão preparados para as habilidades exigidas pelas profissões futuras.