Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 13/05/2020

“O analfabeto do século XXI, é aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender”. A máxima do escritor norte americano Alvin Toffler, trás a tona o tema da adaptação no mercado de trabalho frente às mudanças da era digital. Na sociedade atual, o desafio do desenvolvimento de novas habilidades para as profissões do futuro é uma necessidade que urge, e ainda não foi alcançada por todos. Sendo um problema que está diretamente vinculado à realidade do Brasil, seja pela negligência governamental, seja pela indiferença social.

Primeiramente, é incontestável que a inoperância estatal esteja entre as causas do problema. Poucas são as políticas públicas que garantam a capacitação da população, principalmente a mais pobre, para mudanças do mercado de trabalho. Nesse prisma, de acordo com o filósofo John Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função constitucional de proporcionar educação de qualidade para todos os cidadãos. De certo, isso se influencia na taxa de desemprego do Brasil, que segundo Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística - IBGE, chegou à 12 milhões de brasileiros em 2019.

Outrossim, destaca-se a cultura da permissividade de uma parcela da população, que devido ao senso comum, acaba não percebendo o prejuízo social causado pela falta de atualização profissional, distanciando ainda mais o indivíduo do emprego formal.Isso é concordante com o pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Tal fato se reflete na reportagem publicada pelo jornal “Diário De Pernambuco”, em 2020, que informa que mais de mil vagas no polo tecnológicos “Porto Digital” não conseguem ser preenchidas por falta de profissionais qualificados.

Diante desse cenário, é mister que o Ministério Da Trabalho garanta que desempregados brasileiros tenham acesso à capacitação tecnológica, por intermédio de cursos profissionalizantes disponibilizados de maneira digital e presencial, a fim de promover maior acesso às novas habilidades para as profissões do futuro, sendo isso necessário para atenuação do desemprego no país. Além disso, as instituições educacionais devem promover campanhas para conscientizar a população da importância da atualização do currículo, por meio de campanhas veiculadas na TV e na Internet, para que, gradativamente, a capacidade de aprendizagem descrita por Toffler se torne uma realidade no Brasil.