Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 13/05/2020

Na Primeira Revolução Industrial, o Taylorismo era o modelo produtivo vigente e tinha como principal característica o modus operandi manufatureiro, o qual se manteve imperativo durante o Fordismo e só mudou com o advento do Toyotismo – modelo em que o empregado realizava múltiplas tarefas. Na hodierna Quarta Revolução Industrial, com o aumento das novas tecnologias e a valorização do conhecimento em detrimento da força física, as profissões atuais demandam uma constante especialização do indivíduo, de modo que futuramente as profissões exigirão de seus empregados cada vez mais habilidades e competências.

Primordialmente, cabe destacar o atual modelo de produção Volvista, o qual prioriza o conhecimento e aperfeiçoamento do trabalhador, valoriza sua criatividade e o seu grau de especialização. Logo, com o aumento da competitividade e do esforço, o novo modelo de empregado exigido pelo mercado de trabalho é um indivíduo que se atualize e especialize constantemente, pois, caso contrário, ele se torna obsoleto e vulnerável ao desemprego.

Ademais, na vigente Quarta Revolução Industrial imperam inovações tecnológicas como a Inteligência Artificial, a nanotecnologia e o Big Data, as quais demandam a competência de saber aprender, raciocínio lógico e autonomia, bem como a habilidade de ser proficiente quanto as novas tecnologias. De acordo com dados da operadora de internet, IDC Telecom, a previsão de crescimento da área de Tecnologia da Informação (TI) será de 7,6% em 2020, o que reforça da necessidade do indivíduo estar agregando aprendizados ao longo da vida para se manter no mercado de trabalho.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o desafio e melhorar o quadro atual. Para que a Geração Z não se torne obsoleta e agregue habilidades e competências ao longo da carreira, urge que o Ministério da Educação renove a Base Comum Curricular brasileira, por meio de uma consultoria pública com os professores do País, para diagnosticarem o perfil dos estudantes, por conseguinte criar matérias e materiais que auxiliem no desenvolvimento de habilidades como raciocínio lógico e a capacidade de autonomia. De maneira análoga, o Ministério do Trabalho deve desenvolver programas para a população se especializar, por meio de cursos profissionalizantes. Nessa conjuntura, preparar as novas gerações para as profissões do futuro e mitigar a obsolescência dos cidadãos no mercado de trabalho na hodierna Quarta Revolução Industrial.