Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 14/05/2020
A famosa série da Netflix, Black Mirror, retrata histórias relacionadas ao futuro da tecnologia. Em um de seus episódios, robôs substituem humanos em suas funções domésticas e profissionais. Entretanto, fora da ficção, a humanidade está ingressando para a Quarta Revolução Industrial em que, em alguns anos, diversos empregos serão extintos por conta do exponencial avanço das ciências tecnológicas. Dessa maneira, é importante que os profissionais tenham um olhar mais amplo para o futuro das profissões e as respectivas habilidades necessárias para sua garantia no mercado de trabalho.
A priori, a Indústria 4.0 (termo que designa a 4ª Revolução Industrial), diz respeito não apenas ao modo como vivemos, mas a maneira como trabalhamos. A internet das coisas, por exemplo, diz respeito à interação dos objetos do cotidiano integrados à internet, onde as pessoas que não se adaptarem a essa realidade, e não se dedicarem ao estudo contínuo para aperfeiçoamento, serão consideradas incapacitadas, o que torna uma competência essencial e urge maior atenção dos cidadãos economicamente ativos para a demanda profissional futuramente.
Ademais, de acordo com o fundador do Fórum Econômico Mundial, algumas características como flexibilidade cognitiva (que trata da capacidade de resolver problemas e desenvolver um pensamento sistêmico), a visão de negócio e a inteligência emocional são habilidades imprescindíveis para conseguir criar raciocínio prático, gerir emoções e, assim, criar uma automotivação para alavancar a produtividade e trazer resultados positivos para a empresa.
Infere-se, portanto, que as profissões do futuro tendem a selecionar indivíduos melhor capacitados para as suas respectivas necessidades. Dessa forma, cabe às entidades públicas capacitar os trabalhadores de funções “em extinção”, como os operadores de telemarketing e caixas de bancos, com cursos técnicos de curta duração voltados à destreza digital, assim como ministrar palestras em escolas com o intuito de despertar interesse dos jovens acerca do assunto. Dessa maneira, é possível que os países consigam transitar essa fase tecnológica com consequências financeiras e sociais minimizadas.