Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 14/05/2020
O modelo de produção industrial do ano de 1970, conhecido como Toyotismo, foi responsável por exigir mão de obra multifuncional e bem qualificada. Não obstante,as importantes modificações sofridas pelo mercado de trabalho evidenciam a crescente demanda de especialização, de novas habilidades e competências que serão necessárias para as profissões do futuro. Nesse viés, o desenvolvimento da aptidão do comportamento e a imprescindibilidade de aprendizagem constante serão fundamentais para a inserção no mercado de trabalho das futuras gerações.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que será necessário possuir habilidades comportamentais além de competências técnicas. A esse respeito, segundo o filósofo italiano Domenico de Masi, " o trabalho braçal do século XXI será realizado por máquinas o mental por computadores e ao ser humano caberá ideias,relacionamentos e criatividade." Sendo assim, os indivíduos devem aprimorar sua inteligência emocional explorando a capacidade de lidar com o outro de forma saudável, delegar tarefas e se adaptar . Dessa forma, as diversas profissões encontrarão seu espaço em meio a tecnologia.
De outra parte, a exigência e disponibilidade por aprender continuamente será uma relevante caraterística buscado nas profissões do futuro.De acordo com o filósofo Michel Foucault , à medida que as relações socioeconômicas sofrem mudanças são produzidas novas relações de poder , mais adequadas ao poder dominante. Nesse contexto, percebe-se que os empregadores podem ser caracterizados como a classe dominante, exigindo que, além de competências, os profissionais estejam dispostos a não permanecerem inertes ao conhecimento. Desse modo, os indivíduos devem estar dispostos a aprender de forma ativa e regular.
Infere, portanto, que para construir as habilidades e competências necessárias para as profissões do futuro , é preciso modificar a realidade hoje. Nesse sentindo, o Ministério da Educação deve estimular o processo de autoconhecimento e autoaprendizagem a todos cidadãos a começar pelos alunos dos primeiros anos da infância. Por meio da criação de uma disciplina que relacione trabalho e vida com linguagem adaptável as idades, na qual as aulas serão disponibilizadas aos alunos da rede pública e a população local essas deverão ser ministradas por psicólogos e professores a fim de motivar e orientar sobre o futuro das profissões e a importância de se desenvolver a inteligência emocional para ser um profissional que se enquadre nas exigências laborais futuras. Com efeito, tais medidas os profissionais estarão capacitados para o refigurado mercado de trabalho, assim como os trabalhadores no período do Toyotismo.