Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 14/05/2020

As Revoluções Industriais trouxeram mudanças a forma de produção, de um trabalho manual e individual a um trabalho com máquinas e dividido, e cada vez mais especifico. Igualmente, ocorre na atualidade e se intensificará mais ainda no futuro, os oficios estão cada vez mais tecnológicos e particulares. Desta maneira, assim como no período industrial, há benefícios que as novas habilidade e competências trazem para as futuras profissões, otimizando-lhes o tempo e os resultados. No entanto, é preciso analisar o quanto essas novas qualificações intensificarão as desigualdades no mercado de trabalho.

A priori, vale destacar que os conhecimentos para a próxima década se voltarão ainda mais para o ramo tecnológico e virtual. Uma vez que o mundo está cada vez mais imerso nessa área, como é visto pela automatização das industrias, pelas cirurgias robóticas etc. É fato que essas evoluções otimizam o tempo, já que grande parte do trabalho é feito por máquinas, aumentam os lucros e também permitem um trabalho mais dinâmico e eficiente. Segundo o Filósofo Pierre Lévy, com sua visão otimista acerca do ciberespaço - conceito criado por ele para representar o virtual-, esse cria uma inteligência coletiva. Logo, as as novas profissões poderão utilizar desse conhecimento, trabalhando de forma conjunta para evoluir toda a sociedade.

Entretanto, urge analisar que apesar dos benefícios, toda essas novas qualificações ampliarão as desigualdades sociais e econômicas. Visto que nem todos tem acesso a educação voltada para robótica e sistemas, ou não como ingressar em uma graduação, quem dirá em uma especialização. Desse jeito, uma grande parcela da população ficá fora do novo mercado de trabalho, mantendo-se, então, em trabalhos mais simples e menos remunerados ou informais. Analogamente ao pensamento de Paulo Freire, de que  a educação é um processo de libertação dos oprimidos, fica evidente, a importância das novas profissões serem divulgadas a todos e com oportunidade iguais de ensino dessas áreas. Para isso, então, é preciso que o Estado cumpra seu papel de garantir educação e qualificação a toda população.                                                                                                                            Portanto, é dever do Ministério do Trabalho promover projetos de melhoria e capacitação de profissionais, com especialistas em tecnologias e suas utilidades, por meio de curso gratuitos, presenciais e virtuais. Visando preparar a mão de obra nacional para os trabalhos do futuro. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, mediante atualizações nas grades curriculares do ensino público e privado, ampliar o estudo  sobre o ciberespaço, robótica e as profissões das próximas décadas,  para, assim, preparar as gerações vindouras para o mercado de trabalho que virá.