Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 29/05/2020
A 4ª Revolução industrial traz a proposta da inteligência artificial, ou seja, tornar as máquinas mais independentes e capazes de realizar tarefas diversas. Diante disso, o trabalho mecânico tem sido substituído e, por isso, a mente humana precisa ser revolucionada a ponto de obter habilidades e competências que estejam associadas às inovações tecnológicas mundiais. Tais fatos evidenciam a necessidade da atualização da formação intelectual brasileira.
A priori, é válido ressaltar que criatividade e familiaridade com as ferramentas da internet é imprescindível para as profissões modernas. A título de ilustração, durante os últimos anos a carreira de “youtuber” foi uma das que mais se desenvolveu. Isso posto, nota-se que esses empreendedores tiveram a capacidade de produzir um conteúdo novo e criativo e, ainda, utilizaram um site disponível para compartilhar a produção. Dessa forma, vê-se nesse ramo as características revolucionárias fundamentais para a nova fase operacional.
Paralelamente a isso, não só qualidades inventivas serão necessárias, mas também habilidades técnicas para criar tecnologias. Sob esse prisma, as faculdades do ramo tecnológico são essenciais a fim de unir capacidade criativa e conhecimento adequado para elaboras novas ferramentas digitais. Entretanto, a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) calculou, em 2019, o percentual de 26% de abandono dos cursos de tecnologia justificado pelo alto custo das ferramentas e programas de trabalho. Nesse sentido, a evasão cria um déficit na mão de obra profissional mais requerida atualmente.
Portanto, fica evidente que novos atributos intelectuais precisam ser adquiridos pela população brasileira. Para isso, o Ministério da Educação deve criar nas escolas o projeto “Inventec”, o qual exigirá, de diferentes turmas, ideias inovadoras associadas à tecnologia com o propósito de incentivar a habilidade criativa desde cedo. Além disso, o Ministério da Economia precisa investir em bolsas para graduandos de tecnologia, a fim de estimular a entrada e conclusão do curso com o intuito também de suprir o déficit profissional previsto. Assim, a revolução das mentes trará o futuro para mais perto.