Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 17/05/2020
Tempos Modernos é um filme que retrata o modo de produção industrial baseado na divisão e especialização do trabalho na linha de montagem no ano de 1930, demonstrado pelo protagonista Carlitos, operário que trabalha apertando parafusos. Já hoje em dia, após três Revoluções Industriais, Carlitos seria facilmente substituído por uma máquina. Logo, percebe-se que o homem precisa adaptar-se às mudanças e se qualificar para profissões do futuro, entretanto, o sistema educacional brasileiro não promove a qualificação de profissionais como deveria.
Nesse sentido, consoante ao biólogo brasileiro Atila Lamarino, ao analisar o que é ensinado em escolas e o que mercado de trabalho exige, a formação fornecida por essas instituições de ensino é do século passado. Dessa forma, ainda de acordo com as falas do biólogo, para ter profissionais do futuro é necessário ter uma educação em concordância com os tempos atuais e sua dinâmica, na qual os alunos devem ser instruídos a desenvolver criatividade, versatilidade e proatividade. Nesse âmbito, uma pesquisa realizada pela Universidade Braz Cubas definiu quais são as habilidades e competências mais desejas no mercado de trabalho e, entre elas, nota-se: criatividade, liderança, inteligência emocional e capacidade de negociação. Sendo assim, é válido o pensamento de Atila e evidencia as características que um profissional deve ter, longe das que eram esperadas no Carlitos.
Além disso, segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial, entre 65% e 70% das crianças que entram atualmente no ensino fundamental, trabalharão em profissões que ainda não existem. Portanto, ao analisar a rápida evolução que acontece no mercado de trabalho e alicerçando à formação de jovens brasileiros, percebe-se que: profissionais do futuro são aqueles que possuem a capacidade de se adaptar e reinventar. Nesse contexto, a tecnologia atual, inexistente na realidade do filme Tempos Modernos, é o que sustenta tantas transformações e, isto posto, para se ter um emprego nessa nova dimensão do trabalho, é indispensável saber lidar com ela.
Em virtude ao que foi exposto, em primeiro lugar, se faz necessário uma reforma no sistema educacional brasileiro que vise qualificar seus alunos para o mercado de trabalho. Para esse fim, tal reforma deve acontecer executada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da inclusão do ensino de habilidades e competências supracitadas, adaptando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Ademais, não menos importante, cabe ao Governo Federal em ação conjunta ao MEC equipar escolas com computadores, com intenção de, por meio de aulas de informática, os jovens brasileiros entrarem em contato com a tecnologia de forma segura e guiada.