Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 17/05/2020

A Revolução Técnico-Científico-Informacional promove a introdução de novas formas de relações sociais cotidianamente. No viés do trabalho, não é diferente: a internet, produto desse período, coloca-se diante do mercado ao possibilitar diferentes horizontes profissionais. Portanto, faz-se necessário analisar os aspectos que direcionam o futuro a esse caminho e propor soluções condizentes com a realidade brasileira.

Em um primeiro plano, cabe destacar que as mudanças nos meios de produção das sociedades ocorrem dialeticamente. Por isso, de acordo com o economista Karl Marx, os modelos de servidão se reinventam. Em consonância, o teórico David Harvey aponta que, no capitalismo, a demanda por profissionais capacitados é parte da estruturação liberal e, deste modo, provocada por constantes rupturas. Nesse sentido, o avanço da internet e suas especificidades para a economia devem ser compreendidas como um fenômeno cujo papel fundamental é fortalecer as estruturas capitalistas de exploração do trabalhador.

Sob outro prisma, é imperativo considerar que a atual situação econômica do país, representada pela alta taxa de desemprego, provoca a migração de muitos profissionais para a informalidade. Dentro desse aspecto, a utilização das redes auxilia a garantia da renda, como observado pelo estudo sociológico da uberização. Desta maneira, verifica-se que as novas atividades trabalhistas permeiam a incerteza, sobretudo para os informais. Como guia, a Constituição Federal assegura o direito ao trabalho enquanto cidadania. Neste caso, infere-se que é papel dos governantes mediar esse impasse.

Torna-se evidentes, então, que medidas são necessárias para superar os desafios das profissões do futuro. Cabe ao Poder Legislativo regularizar os labores que emergem do mundo digital, por meio de uma cláusula constitucional que vise garantir direitos básicos a essas pessoas, como o salário mínimo. Espera-se que, com tal iniciativa, o Brasil ganhe destaque no meio Científico-Técnico-Informacional como protetor dos seus trabalhadores.