Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 05/06/2020
“Computer-literacy” que traduzido do inglês para o português, significa alfabetização digital, tal termo, busca trazer a tona, atualmente, um tema que precisa ser debatido e refletivo em coletivo. Uma vez que, entender de tecnologia tornou-se o básico para muitas profissões, principalmente, aquelas que operam máquinas e computadores. Face ao exposto, em um contexto atual, associar tecnologia ao mercado de trabalho, parece até aceitável, mas não inteligente, uma vez que o analfabetismo digital, nesse cenário, surge, como um dos efeitos, o menor.
Em primeiro lugar, é importante analisar o sucesso de associar capacidades e competências por meio da tecnologia. É inegável que, vítimas da aceleração do mundo moderno, ser graduado tornou-se o básico para competir no mercado de trabalho e manifesta-se assim, uma necessidade de conhecer mais do meio digital, para ser um diferencial. De modo similar, ao adaptar a ideia de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, parece que, hoje, a maioria dos empregados tem uma função especial de coordenar máquinas, pois parecem ser mais rápidas - e de certa forma menos trabalhosas - e deixam de lado o que realmente importa: conseguir trabalhar mesmo sem essas funcionalidades. Diante desse fator, surgem diversas consequências que evidenciam ainda mais as características do mundo atual.
Dentre esses efeitos o que parece se destacar mais é o analfabetismo digital. Sabe-se, porém, que o desconhecimento das tecnologias modernas é apenas o início de uma variedade de problemas que, em conjunto, podem prejudicar, ainda mais, o profissional. Prova disso, em 2018, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirmou que ainda existem quase 46 milhões de pessoas no Brasil sem acesso à internet. Cabe frisar, que aproximadamente 42% dos entrevistados alegaram que não sabem usar esse recurso. O mais preocupante, entretanto, são os frutos desse problema, visto que, um trabalhador moderno sem instrução digital abre caminho para doenças como: estresse, ansiedade, depressão e muitas outras consequências psicológicas que podem traduzir em resultados trágicos.
Torna-se evidente, portanto, a existência da tecnologia ligada às profissões e uma necessidade de se tratar tal dificuldade, de modo que as suas sequelas sejam cada vez menores. É lícito supor, que no âmbito da educação tecnológica, as faculdades tenham a graduação de Tecnologia da Informação (TI) com parceria do Governo Federal, para trabalhar difundindo valores digitais. Por meio do novo projeto chamado “Conectados”, com palestras e aulas de professores de TI, nas escolas públicas. Além disso, a mídia poderá ajudar à transmitir essa ação, para que todos disponham desses ensinamentos. Somente assim, tratar causas e minimizar efeitos, será possível encarar as particularidades do futuro.