Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 19/05/2020
O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. De maneira análoga, para uma nação superar as dificuldades, faz-se necessário o processo de adequação aos impasses. Desse modo, a falta de adaptação e instrução no campo educacional contribuem para a ampliação dos desafios com relação as profissões do futuro.
Em primeiro plano, a ausência de adequações com relação ao ensino é um fator determinante para persistência do problema. De acordo com Steve Jobs, fundador da empresa “Apple”, a tecnologia move o mundo. Dessa forma, à medida que surgem novos avanços nesse setor, verifica-se que há o adequamento do mercado, a exemplo da criação de novos empregos, para que assim sejam atendidas as necessidades mercadológicas. Sendo assim, segundo o Fórum Econômico Mundial, 65% dos alunos que hoje estão no ensino fundamental trabalharão empregos que ainda não existem, verificando-se a urgência em adaptar o setor educacional.
Outrossim, entende-se que essa urgência deriva dos novos anseios do mercado, como a utilização de conhecimentos práticos. Conforme Vanderlei Raffi, CEO da HR Office, “Para o futuro, as habilidades serão muito mais importantes que o “pedigree” do curso universitário”. Sob está óptica, compreende-se a importância de serem exploradas habilidades práticas na formação acadêmica do indivíduo, visto que o saber fazer irá sobrepor-se diante do conhecimento teórico. Assim, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade, a exemplo do setor de ensino. Portanto, só será possível superar os impasses supramencionados, com relação às habilidades e competências para as profissões do futuro, com a ação do Poder Público. Nesse contexto, é necessário que o Ministério da Educação e o do Trabalho ajam em parceria e realizem cursos profissionalizantes, incluindo conhecimentos sobre como adaptar-se ao uso de aparelhos digitais, podendo assim englobar fundamentos essenciais para a profissionalização do indivíduo, a exemplo da importância dos recursos tecnológicos e de que forma é possível utiliza-los, a fim de promover a eficiência da educação estatal. Além disso, o Ministério Público Federal precisa fiscalizar o cumprimento do regimento que garante o ensino estatal e sua funcionalidade, por intermédio de um disque denúncia, consolidando um sistema rápido e transparente. Assim, o Estado estará mais próximo de garantir a adaqueção e desenvolvimento dos profissionais brasileiros.