Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 22/05/2020
A Terceira Revolução Industrial, ocorrida no século XX, empregou a tecnologia nas fábricas com o fito de obter uma maior produtividade. Na contemporaneidade, observa-se, cada vez mais, a importância de possuir domínio de aparelhos e recursos tecnológicos para ingressar no mercado de trabalho. Entretanto, no cenário hodierno brasileiro, as desigualdades econômicas impedem que uma parcela da população tenha acesso à era digital, realidade que contribui para o agravamento das desigualdades sociais.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar os aspectos econômicos. Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, “A pluralidade é a lei da Terra”. No entanto, nota-se que tal máxima não se concretiza na conjuntura atual do Brasil, haja vista as disparidades de poder aquisitivo existentes entre pessoas de classes sociais distintas. Sob esse viés, a impossibilidade de ter acesso a um aparato tecnológico por parte dos brasileiros, estabelece uma concorrência injusta no que concerne à disputa por vagas de emprego, tendo em vista a crescente exigência desse conhecimento pelas empresas. Desse modo, constata-se a perpetuação de um ciclo vicioso de pobreza, marcado pela inviabilidade de ascender socialmente.
Ademais, vale destacar que a persistência desse quadro díspar corrobora para o aumento das desigualdades. Nesse sentido, a ausência de uma qualificação voltada à informática - imprescindível na atualidade - faz com que se intensifique a discrepância entre os indivíduos, uma vez que as camadas mais carentes não dispõem de quantia monetária suficiente para adqui-la. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a igualdade e o bem-estar são valores resguardados a todos os cidadãos. Contudo, o Estado não assegura esses direitos básicos para os sujeitos desprovidos financeiramente, intensificando a marginalização desse grupo.
Portanto, medidas são necessárias a fim de minimizar a situação vigente. Para tanto, cabe ao Governo Federal criar um projeto que garanta às pessoas de baixa renda o acesso à internet e a equipamentos de hardware, com o objetivo de integrá-las ao mundo informatizado. Tal ação será realizada mediante parcerias público-privadas com empresas do segmento que, em troca, serão beneficiadas com incentivos fiscais. Assim, o país caminhará para a efetivação de uma educação mais igualitária entre os brasileiros, permitindo que todos estejam preparados para as mudanças correntes e futuras do mercado de trabalho.