Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 23/05/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é posto em evidencia uma sociedade idealizada, isenta de qualquer conflito ou problema. Porém, antagônico a isso, podemos observar que, no hodierno, há preocupações quanto as profissões do futuro, apresentando barreiras à efetivação da sociedade de More. Tal quadro se agrava com a preocupação das habilidades e competências que devem ser desenvolvidas para pleno exercício dos trabalhos.

Primeiramente, cabe expor que, atualmente, o mundo vive a Quarta Revolução Industrial, a qual é marcada pelo grande desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologia. Isso se faz presente nesta afirmação de Klaus Schwab, professor alemão: “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos.” De fato, é notório que há surgimento de novas profissões, pois há substituição do trabalho braçal por máquinas, o que resta aos homens ocupação com a confecção e manutenção dessas. Com esse cenário, há exigência de novas habilidades, a exemplo: Inteligência emocional, empatia, criatividade, pensamento crítico e raciocínio lógico.

Em segunda instância, é válido ressaltar que o conjunto dessas habilidades, desenvolvidas de forma harmônica, vão tornar a população com competência para atuar em qualquer profissão que surgir. Tal cenário não é observado no hodierno, pelo fato de que a educação, em muitos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, não acompanha o ritmo de mudança no quadro de profissões. Isso é evidenciado numa pesquisa realizada pelo site Fundação Telefônica, na qual é exposta que 54% dos trabalhadores devem se requalificar e adquirir novas competências relacionadas a pensamento crítico, inovação, criatividade e proficiência em novas tecnologias. Esse problema é agravado pela falta de estímulos nas escolas para a desenvoltura das aptidões supracitadas, pois essas instituições utilizam métodos de educação de épocas passadas enraizados na contemporaneidade.

Então, medidas são necessárias para a gradual erradicação das problemáticas mencionadas anteriormente. Desse jeito, o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, mediante obrigatoriedade de novas disciplinas—como raciocínio lógico e controle de inteligência emocional—devem mudar os cronogramas das instituições de ensino, com a finalidade de ampliar o conhecimento de forma a estimular novas habilidades e, assim, atender a gama de exigências para as profissões futuras. Dessa forma, o mundo estará cada vez mais próximo da sociedade de More.