Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 24/05/2020
O crescente avanço do desenvolvimento tecnológico já indicava uma mudança futura no mercado de trabalho e na variedade de profissões. Entretanto, com a deflagração da pandemia de coronavírus e o isolamento social adotado como medida de prevenção, a demanda por profissionais com habilidades no campo virtual e voltadas para o emocional humano elevou-se antes que o esperado. Por conseguinte, trabalhadores que não desenvolveram tais competências poderão ter sua função substituída por novas tecnologias e apresentarão dificuldade para se adaptar às alterações no mercado trabalhista.
O desenvolvimento e utilização de novas tecnologias já provocou modificações no mercado de trabalho ao longo do tempo, reduzindo, primeiramente, a demanda por funções mecânicas, manuais e repetitivas. Essas mudanças ainda ocorrem atualmente através da troca de parte das funções intelectuais pela inteligência artificial. Ademais, ao mesmo tempo que as novidades tecnológicas acarretam a desvalorização de certas profissões, elas promovem o surgimento e a necessidade de outras que incluam competências voltadas para o meio técnico-científico-informacional e para o emocional humano, pois dificilmente seriam substituídas.
Consequentemente, os profissionais que não trabalhavam com as competências valorizadas pelo mercado trabalhista após sua mudança não se adaptarão facilmente à mesma. Segundo a teoria do Possibilismo geográfico, o ser humano pode transformar sua realidade a depender de sua técnica, de modo que o trabalhador desprovido das habilidades do futuro ficarão limitados na transformação e no avanço profissional. Assim, uma vez desvalorizados pelo novo contexto trabalhista, essas pessoas ficarão sujeitas ao desemprego estrutural.
Portanto, em meio ao contexto de mudança no mercado de trabalho, o Ministério da Educação deve disponibilizar cursos de curto prazo voltados para o manuseio e programação tecnológica. Tal disponibilidade faria com que profissionais, cujas funções foram desvalorizadas, desenvolvessem as habilidades demandadas pelo novo contexto trabalhista e adaptassem sua técnica, a fim de transformarem suas realidades profissionalmente. Evitando, dessa forma, a elevação do desemprego estrutural que ocorreria sem a aquisição das competências do futuro, mais exigidas durante o isolamento da sociedade brasileira.