Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 05/06/2020

No filme ‘‘Eu robô’’, no ano de 2035, o ser humano passa a usar máquinas artificiais inteligentes para substituir  profissões antes exercidas pelo homem. Fora da ficção, é fato que o avanço tecnológico ganha cada vez mais destaque especialmente, no tocante ao trabalho que exige do funcionário mais investimento na vida acadêmica e profissional, o que nem sempre é possível assim, gera mais desemprego e desigualdade social já que, tal investimento requer ação monetária e atenção do Estado em aplicações.

Primeiramente, é importante salientar que no sistema industrial fordismo, era requerido do funcionário apenas repetição de um único método de trabalho por longos anos. Atualmente, o colaborador com mais habilidades é o mais bem visto na empresa assim, desencadeia mais competitividade e desemprego, pois as oportunidades são concedidas a aqueles que tiveram a chance e recurso suficiente para aplicar no futuro logo, os que não tem as mesmas condições socias e financeiras, acabam sem espaço para o mercado de trabalho desse modo, desencadeia mais desigualdade social.

Por conseguinte, alguns países em desenvolvimento, como o Brasil, não investem significativamente em ciência e tecnologia, o que causa atraso na especialização dos trabalhadores em relação a outros países e a quem tem o privilégio de obter tais competências de outra forma. De acordo com o filósofoJean Besnier, a tecnologia deixa o homem cada vez menos livre pois, permite apenas uma parcela da população ao acesso desses avanços tecnológicos, o que faz com que a outra parte seja marginalizada e privada de exercerem suas profissões por não possuirem tais habilidades.

Portante, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que a desigualdade e o desemprego sejam reduzidos, urge que os Ministérios do Trabalho e da Educação invistam na ciência e na tecnologia com a criação de mais tecnopólos e pesquisas além disso, facilitar o acesso da população ao ensino superior público. Dessa forma, não será preciso a substituição dos seres humanos por máquinas.