Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 14/12/2020
A Quarta Revolução Industrial, fundamentada na integração da internet, inteligência artificial e algoritmos para encontrar soluções e facilidades em todos os setores da sociedade, tem ensejado o avanço frenético das plataformas tecnológicas, as quais são essenciais e cada vez mais adotadas por empresas. Nesse contexto, o profissional do futuro acompanha as atualizações para ter habilidade e competência no manuseio de produtos e softwares, de modo que o sistema educacional é fulcral na preparação.
A princípio, a desenvoltura e o aperfeiçoamento contínuo são necessários. A respeito disso, Henry Hazzlitt, em seu livro “Economia numa única lição”, afirma que a tecnologia não reduz os empregos, mas provoca a extinção de funções simultaneamente ao surgimento de outras. Exemplo disso foi o fim, em muitas cidades brasileiras, do cargo de cobrador de transporte coletivo em razão da adoção do sistema único de cartões, o que, por outro lado, possibilitou a atuação de técnicos de manutenção das máquinas, de desenvolvedores de softwares e analistas de sistemas. Sob essa perspectiva, a habilidade de reinvenção profissional diante das mudanças, com ênfase no aprimoramento do conhecimento de ferramentas modernas, é necessária para a empregabilidade.
Apesar disso, a educação brasileira não orienta nesse sentido. Quanto a isso, é possível relacionar a concepção do educador Paulo Freire, segundo a qual, quando o estudo não é transformador a sociedade não muda. A partir disso, infere-se que a falta de incentivo à instrução sobre as inovações presentes no cotidiano, como inteligência artificial, robótica, dentre outros, compromete o futuro dos estudantes, os quais não acompanham a evolução científica e, consequentemente, dos postos de trabalho.
Dado o exposto, é fundamental dotar os discentes das habilidades e competências dos futuros profissionais. Para tanto, o Ministério da Educação, mediante discussão entre seu corpo técnico e especialistas nos sistemas avançados, deve alterar a Base Nacional Comum Curricular e inserir uma disciplina que aborde tais ferramentas, a qual deve ser ofertada a alunos desde o 1º ano do ensino fundamental até o 3ª ano do ensino médio, com aprofundamento progressivo conforme a idade escolar, a fim de capacitar as futuras gerações às demandas laborais. Assim, pode-se adequar o currículo escolar ao contexto da Quarta Revolução Industrial.