Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 27/05/2020
Visto por muitos como resoluções para os problemas atuais, as profissões do futuro representam o que antes já se discutiam com a vanguarda europeia futurista, a tecnologia sendo a base da evolução. Com tamanha importância, é de se esperar medidas, por juízos constitucionais, que ajudem a capacitar pessoas para tais ofícios. Nesse sentido, cabe analisar a falta de profissionais qualificados para trabalhar com essa nova realidade, bem como o seu efeito com o aumento do desemprego.
Primeiramente, é imprescindível destacar que as escolas não preparam o indivíduo por completo para o mercado de trabalho, de modo que resultam em lacunas de aprendizagem. Isso ocorre porque a grade dos assuntos ensinados por tal instituição não são reformulados desde a década de 50 do século passado e habilidades importantes para os profissionais de hoje como liderança, controle emocional são colocados de fora desse ensino. Além disso, sobre um viés econômico, as pessoas que tem um poder aquisitivo maior fazem cursos por conta própria para poder se preparar, mas os mais vulneráveis ficam a mercê de programas do governo que não abrangem a grande maioria da população, por falta de vagas ou por falta de recorrência desses cursos gratuitos. Um caso a se averiguar foi um estudo feito pela empresa de consultoria chamada “mckinsey co”, que mostrou que o Brasil é um dos países que as escolas têm mais dificuldade de preparar para a vida laboral.
Paralelo a isso, vale também ressaltar que o desemprego estrutural é uma problemática vigente. Tal fato dá-se pois a máquina cada vez mais retiram os empregos das pessoas que trabalham sobe a vertente da força física, de trabalhos manuais. É evidente que essas competências não fazem mais parte para os cargos porvir. Ademais, muitos desses indivíduos entram para o mercado autônomo sem a garantia dos direitos trabalhistas. Aspecto que se opõe ao artigo 1ª da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois prevê que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.
Logo, pode-se perceber que o debate acerca da capacidade e eficiência do trabalhador moderno é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação realizem uma inovação com novas habilidades para liderança, raciocínio lógico, pensamento crítico na grade das matérias escolares e das graduações, por meio da inclusão desse objetivo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Com o intuito para fazer que os futuros profissionais estarem mais capacitados para trabalhar nas novas profissões. Além do mais, cabe ao Ministério da Economia destinar verbas para a realização de cursos profissionalizantes para a população carente com mais regularidade a fim de que os desempregos estruturais diminuam. Feito isso, a sociedade poderá caminhar para a completude da democracia no âmbito profissional.