Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 27/05/2020

A Terceira Revolução Industrial, que ocorreu em meados do século XX, proporcionou que a sociedade transitasse da era industrial para era digital, uma conjuntura que introduziu grandes impactos na vida do ser humano, principalmente, ao analisar as revoluções tecnológicas que adentraram no mercado de trabalho. Ao passo que, ao olhar as habilidades e competências necessárias as profissões do futuro, nota-se que essas estarão envoltas da tecnologia. No entanto, esse cenário apresenta obstáculos, que estão centrados na falta da inclusão digital, a qual reflete na omissão tanto do Estado, quanto do corpo social.

Em primeiro lugar, um dos desafios presentes na preparação da sociedade para as profissões do futuro é a falta de inclusão digital no país. Dado que, apesar da necessidade do corpo social, diante dos avanços tecnológicos, estar imerso no mundo digital, observa-se que 67% da população , segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, não possuem acesso à internet. Desse modo, nota-se um cenário o qual permite que uma parcela da população não viva plenamente a Terceira Revolução Industrial e, consequentemente, a faz não possuir o basilar para a construção das habilidades e das competências dos postos de trabalho do futuro.

Ademais, esse quadro ecoa a subcidadania elucidado pelo sociólogo Jessé de Souza, pois essa, segundo o autor, ocorre quando os direitos são negligenciados tanto pela falta de ação do Estado, quanto pela indiferença da sociedade em geral. Haja vista que apesar do acesso à internet apresentar como um direito fundamental, percebe-se um Estado omisso na efetivação desse regulamente, mas também um corpo social que não se mobiliza para mudar essa conjuntura. Diante disso, esse contexto reverbera o enigma da modernidade elucidado pelo filósofo Henrique de Lima, em que a civilização é tão avançada em suas razões teóricas e tão primitiva em suas razões éticas. Consoante a isso, prejudica o futuro de inúmeros brasileiro em relação ao campo profissional.

Portanto, é imprescindível que o Estado intervenha nessa situação. Para tanto, cabe ao Poder Legislativo criar uma lei que disponibilize uma parcela do Produto Interno Bruto na promoção da inclusão digital no país, como a construção de salas de computação nos bairros, por exemplo. Assim, o garanta direitos fundamentais, a fim de que o indivíduo tenha o básico para o seu crescimento profissional. Outrossim, é necessário que a mídia desenvolva comerciais que demonstram que viver em sociedade é necessário que haja o altruísmo nas ações do ser humano, com objetivo que desperte a população para as problemáticas em sua volta. Dessa forma, garantir-se-á no seio social as habilidades e competências para as profissões do futuro.