Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 01/06/2020
O filme “Tempos Modernos”, estrelado por Charles Chaplin, retrata a realidade de um ambiente de trabalho típico das fábricas do início do século XX, quando era exigido da força de trabalho esforço físico e tarefas repetitivas. Saindo da ficção e analisando a realidade, é possível inferir que as demandas do setor industrial variaram conforme a passagem do tempo e com a utilização de novas formas de tecnologias-as quais se renovam com velocidade cada vez maior no século XXI-, o que trouxe ao trabalhador a necessidade de adaptar-se. Desse modo, faz-se essencial entender como essas mudanças afetaram o ambiente de trabalho, bem como os novos desafios enfrentados pelos futuros trabalhadores no Brasil.
Primeiramente, é importante entender que o mercado atual tem exigências cada vez mais complexas. Isso porque as demandas para o trabalhador já excedem o nível de graduação, sendo requeridas habilidades diferenciadas. Tais habilidades compreendem a capacidade de dominar as novas tecnologias, como o sociólogo Marshal McLuhan já afirmou, a tecnologia, assim como a roda, é mais uma ferramenta; a qual tornou-se peça essencial para o trabalhador moderno.
No entanto, percebe-se que a formação profissional no Brasil está defasada quanto à esfera tecnológica. Tal fato ocorre porque o sistema educacional brasileiro ainda se baseia nos modelos do século XIX, quando houveram as reformas do Marquês de Pombal para atender às novas necessidades que a Revolução Industrial trouxe. Atualmente, o mercado global exige domínio completo das novas tecnologias da comunicação, porém a realidade da educação brasileira está distante do ideal. Prova disso é que, segundo o último Censo Escolar, aproximadamente 60% das escolas da rede pública não tem infraestrutura para as aulas de informática, seja a falta de computador, de fato, e até a falta de acesso a uma internet de qualidade.
Portanto, nota-se que o século XXI tem novas exigências pro futuro trabalhador, as quais envolvem o domínio da tecnologia, e, entretanto, a educação brasileira está defasada em relação à formação profissional. Diante desse cenário, cabe ao Ministério da Educação remodelar a grade curricular do ensino médio para adaptar-se às novas necessidades, por meio da inclusão de disciplinas que preparem o aluno para tais demandas, além do oferecimento de infraestrutura aos gestores de escolas, a fim de que se possa garantir uma formação de qualidade.