Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 29/05/2020
A Terceira Revolução Industrial, que ocorreu em meados do século XX, proporcionou que a sociedade transitasse da era Industrial para era digital, uma conjuntura que introduziu grandes impactos na vida do ser humano, principalmente, ao analisar as revoluções tecnológicas que adentraram no mercado de trabalho. À luz disso, ao olhar as habilidades e as competências necessárias para as profissões do futuro, nota-se que essas estarão envoltas da tecnologia. Contudo, esse quadro apresenta desafios centrados na falta inclusão digital e em uma escola que se apresenta obsoleta.
Em primeiro lugar, a segregação da inserção digital no tecido social apresenta-se como um dos principais empecilhos na preparação da sociedade para os postos de trabalho do futuro. Dado que, apesar da importância de o corpo social estar imerso no mundo digital, nota-se que 67% da população brasileira, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, não possuem acesso à internet. Desse modo, percebe-se uma conjuntura a qual permite que uma parcela da população não usufrua de forma plenamente a Terceira Revolução Industrial e, consequentemente, a faz não possuir o basilar para a construção das habilidades e das competências das profissões do futuro.
Além disso, segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Diante disso, compreende-se que a escola deveria ser o local apto para desenvolver as aptidões necessárias para as profissões do futuro, no entanto, nota-se uma instituição ainda presa aos moldes do século XIX. Posto que, ao observar o quadro negro na frente da sala de aula, as cadeiras enfileiradas e o professor lecionando em pé, percebem-se exemplos da sociedade do período da Primeira Revolução Industrial que utilizou esse cenário para familiarizar o aluno com o ambiente das fábricas. Consoante a isso, é impossível fomentar o futuro em um local obsoleto.
Portanto, é imprescindível que o Estado intervenha nessa situação. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, mediante as verbas públicas oriundas de uma parcela do Produto Interno Bruto, reestruture as instituições escolares. Isso ocorrerá com a construção de salas de computação em conjunto com investimento de laboratório de robótica, os quais permitem a inclusão digital na sociedade, como também, a adaptação da escola ao atual contexto social. A fim de que, assim, prepare o estudante para as profissões do futuro. Em vista disso, equipar-se-á o país para o amanhã.