Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 01/06/2020
É fato que o período de transição da Idade Média para a Modernidade ocorreu com a mudança de pensamento dos indivíduos - foco no próprio ser. Nesse contexto, no século XXI, problemáticas como a exigência de habilidades e competências exageradas para as profissões do futuro, impulsionadas pela hipocrisia e pela ganância.
Vale abordar a obra “Poema Em Linha Reta”, a qual retrata a hipocrisia existente na sociedade. Ao analisar a proposta do eu-lírico, observa-se o retrato de uma civilização que vive de aparências e falácias, assim como grande parte da população brasileira que prega valores e ideais distantes da própria realidade. Exemplo disso, verifica-se nos casos de empresas que constantemente divulgam ‘slogans’ sobre a necessidade dos jovens buscarem ofertas de empregos, mas na verdade não são acessíveis aos desempregados. De acordo com o jornal Zero Hora, mais de 40% das pessoas são empregadas por meio de indicações, fator que dificulta o reconhecimento de profissionais realmente competentes.
Outro fator importante é a tese maquiaveliana de que a natureza dos indivíduos é gananciosa. Após interpretar o contexto e as ideias de Maquiavel, percebe-se a declaração de uma sociedade que é movida pelos próprios desejos, tal qual certa porcentagem dos cidadãos do Brasil. Exemplificação do exposto, observa-se no filme ‘O estagiário’, o qual mostra a dificuldade das pessoas no exercício de atividades sem remuneração ou de baixa especialização, uma vez que os serviços não garantem um alto ‘retorno’. Como consequência, indivíduos com ensino básico sofrem com a falta de credibilidade nas habilidades que possuem.
Fica evidente, portanto, a necessidade de elaboração de uma proposta interventiva. Assim, cabe às prefeituras das cidades em parceria com as empresas locais a criação de projetos de análises curriculares, por meio de campanhas que recebam currículos de desempregados para que sejam avaliados e, posteriormente, contratados de maneira correta e profissional. Além disso, as mídias governamentais devem constantemente divulgar a importância da contratação de funcionários de base para o bom funcionamento das empresas. Tudo isso deve ser feito a fim de garantir as exigências adequadas às habilidades e competências dos indivíduos nas suas respectivas funções.