Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 04/06/2020
A 3° Revolução Industrial ou Revolução Técnico-Científica-Informacional, corresponde a um processo que ocorreu após a 2° Guerra Mundial e que promoveu um avanço na tecnologia, integrando a ciência ao processo produtivo. Nesse viés, uma série de mudanças ocorreu nas indústrias, tornando mais eficiente e econômica a produção em larga escala. No entanto, essas mudanças também interferiram nas relações de trabalho, já que, atualmente, cada vez mais, o trabalhador necessita ser qualificado; ademais, o avanço da tecnologia propiciou o surgimento de máquinas e robôs que substituem o trabalho manual.
Em primeira instância, é notório que a tecnologia mudou os tipos de trabalhadores, pois, principalmente em multinacionais e companhias ricas há o investimento na ciência e em máquinas que necessitam de qualificação para controlá-las, seja por meio de graduação ou curso, dessa forma, necessita-se de empregados qualificados e especializados. Entretanto, o Brasil é um país que sofre de muita desigualdade social, cerca de 28% da população não tem acesso a educação, sendo os negros e nordestinos os mais afetados, desse modo, muitos indivíduos não conseguem se estudar e se espe-cializar, dificultando a admissão em serviços de qualidade, aumentando mais ainda a desigualdade.
Além disso, houve o surgimento de máquinas mais eficazes que o trabalho manual, substituindo o ser humano e deixando milhares de pessoas desempregadas. Com a criação de robôs, um serviço que antes era realizado por 20 empregados, hodiernamente é feito por apenas um robô que além de ser mais rápido e não possuir limite de carga horária semanal, não tem necessidade de descansar, ademais, é mais econômico pois não possui salário ou direitos constitucionais como licença maternidade e direito a greve. Contudo, como consequência houve um aumento no número de desempregados e famílias passando dificuldades, assim como aumentou o número de subempregos e regimes de semi-escravidão, pois a população precisa trabalhar para se sustentar, desse modo, aceitam qualquer tarefa para não passar fome.
Urge, portanto, que instituições públicas cooperem para mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério dos Direitos Humanos garantir a redução da desigualdade social, por meio de melhor distribuição de renda pela população, a fim de que os indivíduos tenham acesso a educação para se especializarem e conseguirem empregos de qualidade. Outrossim, cabe ao Ministério do Trabalho evitar que haja demissão em massa de trabalhadores, por meio de criação de cotas de trabalhador por empresa, a fim de que diminua o desemprego no país. Somente assim, as gerações futuras não sofrerão com a falta de empregos e oportunidades.