Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 20/06/2020
A Adaptação aliada ao Conhecimento
A Revolução é um processo constante na história, apesar de não ser a mesma em todos os tempos e lugares. Diante das transformações - principalmente tecnológicas - do mundo contemporâneo, surge um novo desafio: o que as profissões do futuro mais irão valorizar e como fazer a população possuir os pré-requisitos?
É importante abordar, primeiramente, a crescente dependência tecnológica em todas as áreas e a sua atuação no mercado de trabalho. Esse fato é exemplificado ao se analisar dois fenômenos recorrentes do século XXI, o surgimento de uma nova profissão diretamente ligada à evolução dos meios de comunicação - como os “digitais influencers” - e a obsolescência de outra profissão pela mesma razão - as telefonistas. A constante mudança do mercado de trabalho está diretamente atrelada a constante mudança do mundo em que ele está inserido, o que faz com que a habilidade de se adaptar a todas essas transformações seja uma das habilidades mais valorizadas atualmente.
Outro aspecto relevante é que, o sistema educacional não acompanhou a tendência dos outros setores da sociedade de incorporarem a tecnologia no seu dia a dia. Com exceção dos curso de graduação nessa área, escolas do sistema público apresentam em seu currículo aulas de informática muito precárias e que não estão presentes em todas as unidades, o que é algo extremamente prejudicial para a população, visto que as consideradas “profissões do futuro” possuem relação direta ou muito interligadas a esse conhecimento, que vão desde desenvolvedores de aplicativos, até inteligência artificial e nanotecnologia.
É evidente, portanto, que devido as intensas transformações que a Revolução Tecnológica gera no século XXI, a principal habilidade e competência que o trabalhador pode possuir é a capacidade de se adaptar, porém, está não é a única. A proficiência nas novas tecnologias é algo essencial em um mundo cada vez mais dependente dela. Dessa maneira, o Governo deve se sensibilizar pelo novo desafio que surge e se preocupar com os novos trabalhadores - a população mais jovem - e com aqueles que já são economicamente ativos a algum tempo. Cabe, então, ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia um replanejamento acerca do currículo escolar do jovem brasileiro, para que haja a obrigatoriedade da inclusão de matérias que abordem a temática tecnológica, e, uma parceria público-privada deve ser a responsável por um programa de incentivo a busca por inovação e requalificação de trabalhadores mais velhos, por meio da disponibilização de cursos gratuitos e palestras.