Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 08/06/2020
Em meados do século XVIII a sociedade passou por grandes transformações no campo do conhecimento técnico-científico. Isso devido à primeira Revolução Industrial, a qual trouxe novidades e exigiu o ganho de novos conhecimentos por parte das pessoas que trabalhavam na indústria. Na atualidade, essa renovação da capacidade de trabalho se faz necessária constantemente, o quê exige uma educação voltada para constate construção das capacidades e conhecimentos do profissional do futuro.
Esse ensino, não só de habilidades e competências, mas também da capacidade de reciclagem cognitiva constante, passa por uma educação construtivista desde a mais tenra idade escolar. Tal tipo de educação capacitará a criança a adaptar seus conhecimentos de acordo com o meio inserido e isso será desenvolvido durante toda sua vida escolar, acadêmica e profissional. Visto que na atualidade o mercado de trabalho exige constate renovação do profissional. Assim como revelam dados do “Le Monde Diplomatique Brasil”, os quais mostram que um trabalhador da área de tecnologia tem que se atualizar a cada dezoito meses. Esse fato expõe a necessidade da constante compilação de conhecimento e de capacidade de adaptação que homens e mulheres têm que ter em suas futuras profissões.
Esse tipo de educação, que foi baseada nos estudos do biólogo e pedagogo Jean Piaget, o qual reforça a necessidade do ser humano ser o sujeito na busca do conhecimento e não o objeto; posto sintaticamente; entra em choque com o senso comum da sociedade brasileira que foi construido durante o século XX, no qual uma pessoa após sua graduação não precisaria mais estudar, pois trabalharia durante trinta anos na mesma profissão usando basicamente o que foi ensinado na faculdade ou curso técnico. Esse pensamento, já muito ultrapassado, revela o dever da educação brasileira de preparar os jovens para um mercado que exige a capacidade de agregar conhecimentos ao logo da vida.
Dessa forma, fica claro que para que os brasileiros desenvolvam habilidades e competências para as profissões do futuro é preciso investir em educação. Tal aplicação de recursos deve partir do Governo Federal, o qual precisa primeiramente aumentar para 15% do PIB o valor dos recursos que envia para o Ministério da Educação. Esse por sua vez deve capitanear reuniões com empresários, reitores de universidades, diretores de centros educacionais e profissionais especializados em educação construtivista para alinhavar as necessidade do mercado hoje e no futuro e os caminhos que a educação terá que trilhar para formar jovens com capacidade de auto reciclagem profissional.