Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 14/06/2020

É de conhecimento comum que, com o avanço da tecnologia, a maioria das tarefas antes executadas por trabalho braçal agora são facilmente substituídas pelo uso de máquinas, como bem exemplificado no filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, usando o acontecido com o pai de Charlie como exemplo, e, assim, a demanda de empregos vem se modificando. Levando isso em consideração, em um mundo onde as mudanças estão cada vez mais rápidas, é essencial que a sociedade crie e aceite as novas dinâmicas de trabalho e fomente o desenvolvimento de outras habilidades, o que, pode ser tanto algo bom quanto, em certos aspectos, um problema.

A priori, convém citar que, embora o mundo necessite de mudanças e que, com o progresso da Revolução Industrial, muitos requerimentos são necessários para o desenvolvimento do país, as vagas disponíveis para os cargos procurados exigem qualificação profissional altíssima, esta que, na maioria das vezes, o jovem que acabou de sair do Ensino Médio não possui, seja pela falta de oportunidades ou pela falta de condições financeiras. Além disso, o fato da demanda buscar apenas um tipo de área não ajuda aqueles que desejam um tipo diferente de formação, os prejudicando porque, ao invés de fazerem o que querem, são obrigados a estudar para uma faculdade que não lhes deixaria satisfeitos apenas em busca do capital, enquanto outras áreas são desvalorizadas.

Em sequência, ainda levando em consideração o argumento citado anteriormente, é importante trazer à tona que a desvalorização de certas áreas e o foco em outras específicas não afeta somente os jovens, mas também os próprios trabalhadores, fazendo com que o salário seja menor – como este é definido pelo nível de importância do emprego e de qualificação do empregado –, refletindo diretamente em classes já baixas e causando também o desemprego, e, como a demanda dos “empregos do futuro” é alta e o que o mercado de trabalho pede é mão-de-obra jovem, sem contar a dificuldade do ingresso, muitos acabam não conseguindo a formação, permanecendo presos em uma área desvalorizada ou desempregados.

Em suma, é extremamente necessário que mudanças sejam feitas para que tais problemas sejam resolvidos. Com isso, é necessário que haja um incentivo tanto por parte do Estado quanto das grandes empresas em ensino para que as vagas de emprego do futuro sejam preenchidas, fornecendo bolsas e criando programas de reconhecimento com a ajuda do Ministério da Educação. Além disso, para seguir e manter a empregabilidade, é necessário que o Governo Federal, em conjunto com empresas designadas, ampliem opções de trabalho, desenvolvendo novas competências e habilidades para que, desse modo, o mercado de trabalho possa ser diversificado e atender toda demanda.