Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 19/06/2020

De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, o mundo não é, o mundo está sendo. Isso quer dizer que está em constante evolução, logo, é necessário que as pessoas que nele vivem busquem sempre atualizar-se também. Com isso, torna-se claro por dedução analítica que as profissões do futuro serão versões aprimoradas das atuais, ou até mesmo completamente inéditas. Porém, será que os países em desenvolvimento estão preparados para toda essa modernização?

Primeiramente, Dali Alonso, head de Pessoas da Vereda Educação, afirma que para um profissional do futuro ser bem sucedido ele deve ser uma ótima pessoa em desaprender, o que significa que ele deve saber romper com as suas próprias verdades para poder aprender o novo. Ele relata as cinco principais habilidades que se deve ter, e essas são: aprender rapidamente, comunicar-se com transparência, ser vulnerável, avaliar cenários e fazer boas perguntas.

Para que isso se concretize é necessária uma mudança no sistema de educação. Entretanto, em alguns países mais desenvolvidos, como a Nova Zelândia, que foi denominada o país que mais bem prepara os estudantes para o futuro pela The Economist Intelligence Unit, os mais jovens, principalmente, são estimulados desde cedo a desenvolver as habilidades necessárias. Todavia, os países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento em grande parte ainda não tem nem seu sistema de educação básico bem estruturado, o que dificulta mais ainda a implementação de novos métodos de aprendizagem mais modernos. Assim, esses estarão atrasados em relação aos demais.

Portanto, para minimizar a problemática enfrentada, é necessária a intervenção dos órgãos competentes. Assim, os Governos Federais de cada país deveriam iniciar projetos de incentivo às instituições de ensino, financiados pelo capital nacional arrecadado por meio dos impostos, para estas começarem a trabalhar de forma inovadora para que desenvolvam determinadas habilidades em seus alunos. Dessa forma, os jovens se tornariam mais capacitados a contribuir com a inovação do mundo e adequar-se-iam melhor aos novos modelos de emprego.