Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 20/06/2020
O advento da indústria possibilitou um avanço nas formas de trabalho, passando por uma reorganização cada vez mais estruturada, como é o caso da passagem do Fordismo para o Taylorismo e posteriormente para o Volvismo. Entretanto, a qualificação de mão de obra cada vez mais solicitada representa um desafio para a parcela menos favorecida, em detrimento as condições socioeconômicas precárias. Nesse contexto, configura-se um quadro preocupante, devido ao acesso limitado às tecnologias e aos insumos primordiais na formação de um profissional qualificado.
Em primeiro plano, vale ressaltar que os privilégios restringem-se a uma mínima esfera da população. De acordo com jornal Folha de São Paulo, cerca de 70 milhões de pessoas tem acesso escasso à internet no Brasil. Assim, em paralelo ao exposto, reflete-se o problema atual na concessão de novos empregos, uma vez que, o mercado cada vez mais competitivo e moderno, inviabiliza formas tradicionais de trabalho como serviço braçal e estimula as vias integradas e tecnológicas do mundo globalizado. Limitando assim, pessoas que não possuem oportunidades ou que residem em locais onde a via cibernética não os alcança. Desse modo, a limitação constante dificulta a inserção de novas competências no mercado de trabalho.
Outrossim, os serviços básicos como infraestrutura e educação de qualidade ainda representam um entrave na formação de aptidão e capacidade. Conforme o sociólogo Michael Young, o conceito de meritocracia está ligeiramente deturpado, visto que a sociedade é avaliada apenas pelos méritos e não pela equidade. Nesse sentido, em mundo moderno no qual exige cada vez mais uma formação pós superior, muitos são impedidos de alcançar a base do processo. Dessa maneira, aqueles nos quais não possuem formação educacional e alicerce de excelência são consequentemente eliminados da obtenção de novos cargos. Ausentando assim, uma organização equânime e igualitária.
Logo, cabe ao Estado junto ao Ministério da Educação solucionarem a atual conjuntura. Ao primeiro, compete dispor verbas para que as Redes de Telecomunicações instalem rede de internet aos locais ondem não possuem, e fornecer ajuda por meio de internet gratuita às populações mais carentes ou reduzir a parcela da mensalidade, para que assim, esteja ao alcance da classe menos favorecida. Ademais, cade ao segundo, melhorar a estrutura das escolas e dispor de um ensino de qualidade, por meio de um planejamento no qual assegure o ensino completo de acordo com o grau de ensino, contando com profissionais qualificados para exercer tal função e desenvolver em sala de aula, para que, os concluintes tenham uma base consistente e que estejam aptos a ingressarem ao ensino superior e pós superior,e assim adentrarem no mercado competitivo.