Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 22/06/2020
Desde a Primeira Revolução Industrial, muitas inovações vieram sendo feitas até então, a ponto de máquinas conseguirem substituir trabalho físico. Na contemporaneidade, tal fenômeno se intensifica, fazendo com que conhecimentos técnicos e criativos sejam priorizados pelas grandes indústrias. Essa nova demanda faz com que as pessoas precisem estudar por muito mais tempo para se qualificar e atingir as competências requeridas pelos novos empregos, e consequentemente excluindo aqueles que não conseguirem alcançar tais demandas.
Portanto, a proposta da criação dos novos empregos e competências acaba por ter resultados opostos. Por um lado, criaria uma gama de novas possibilidades para que pessoas pudessem encontrar áreas que jamais se imaginassem trabalhando e assim, crescer profissionalmente em um ambiente totalmente novo. Por outro lado, como já mencionado, haveria a exclusão daqueles que não conseguirem atingir o nível de competência exigido, geralmente as camadas mais pobres, pela falta de oportunidades que os cerca. Tal fato pode vir a gerar um futuro aumento na taxa de desemprego no Brasil, que em 2019, atingiu 11,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Há também o fato do Brasil ser um país que não investe suficientemente no ramo da ciência, área em que a grande dos novos empregos está concentrada. Este mal investimento acaba por fazer com que o país fique atrás de outros países em questão de potência econômica. Esta realidade também afeta os demais trabalhadores que buscam por uma maior qualificação, uma vez que não acham as condições no próprio país para se desenvolver profissionalmente e fazendo com que cada vez mais pessoas não sejam preparadas para as exigências mundiais.
Contudo, fica evidente que medidas vindas do governo brasileiro precisem ser tomadas para reverter essa realidade. O Ministério da Educação precisa criar e investir rigorosamente em programas de auxílio estudantil em universidades públicas de qualificação profissional, ou como são comumente chamadas, as pós-graduações, à exemplo de programas já existentes, como o ProUni, em que o governo financia a entrada do estudante em universidades particulares. Também é necessário o maior investimento nas áreas de ciências e pesquisa. Assim, podemos alcançar uma sociedade justa para todos, com igualdade de oportunidades.