Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 02/07/2020
O filme “A Rede Social” conta a história real de Mark Zuckenberg, um jovem que se tornou bilionário pela criação do “Facebook”, que revolucionou a integração global com um ambiente virtual e revolucionário. Desse modo, percebe-se que a Terceira Revolução Industrial trouxe novas concepções para o mercado de trabalho mundial, em que novas possibilidades se abrem e requerem uma alta adaptabilidade dos profissionais. Assim sendo, esse período de transição em que novas tecnologias surgem, além de ser extremamente instável, também se apresenta como hostil para profissionais sem especialização.
Em primeiro lugar, vale considerar que o aumento da influência da tecnologia nas práticas laborais colabora para um contexto mais instável. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações humanas e trabalhistas tendem a avançar para uma situação de instabilidade cada vez maior, visto que existe uma liquidez no panorama social, em que a tecnologia tende a tornar qualquer relação mais frágil, em que tudo pode estar em mudança. Nesse viés, percebe-se que é necessário que os profissionais do futuro sejam flexíveis e que consigam acompanhar as mudanças no contexto tecnológico mundial, de forma a sempre conseguir competir por sua posição no mercado de trabalho.
Ademais, a baixa taxa de profissionais que acompanham os avanços tecnológicos se apresenta como um desafio, visto que esses serão deixados para serviços precários e de baixa remuneração. Segundo Kant, a educação o homem, de modo que seus valores e aptidões estão correlacionados com a educação que recebeu. Dessa forma, é possível dizer, que as habilidades necessárias para o futuro, como facilidade em utilizar e acompanhar as tecnologias estão relacionados à educação do cidadão. É necessário, então, que para a formação de profissionais proficientes no uso de tecnologias, que eles já sejam preparados para isso desde a infância.
Percebe-se, portanto, que são necessárias reformas nos sistemas educacionais brasileiros, de forma a criar profissionais mais flexíveis e proativos, para que estejam preparados para as mudanças do futuro. Nesse viés, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) encaixe disciplinas no Ensino Médio que tenham o objetivo de ensinar as habilidades necessárias para o mercado de trabalho do futuro, como o uso de tecnologias. Além disso, é necessário que o MEC também crie campanhas nas escolas com o objetivo de alertar sobre a alta competitividade das carreiras do futuro e sobre como um curso superior será de grande ajuda nesse contexto, em que os profissionais estarão cada vez mais especializados. Com essas ações, os profissionais estarão melhor preparado para a grande instabilidade no mercado de trabalho prevista por Bauman.