Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 29/06/2020
A distopia “1984”, de George Orwell, apesar de ter sido escrita no século XX, foi capaz de descrever um fenômeno marcante na contemporaneidade: o surgimento de novas profissões. Diante de inúmeros avanços tecnológicos, o mercado passou a exigir que os trabalhadores desenvolvessem habilidades e competências para alcançarem sua inserção no ramo trabalhista. Apesar dessa exigência, a falha no sistema educacional é um obstáculo para formação de indivíduos com as aptidões necessárias e gera graves consequências para os jovens.
Convém ressaltar, a princípio, que para Vera Maria Ferrão Candau, estudiosa brasileira, o sistema educacional do Brasil e de diversos outros países está preso nos moldes do século XIX. Seguindo essa linha de raciocínio, mesmo com as inúmeras mudanças no mercado de trabalho advindas, principalmente, das inovações tecnológicas promovidas pela Quarta Revolução Industrial, o processo de formação dos cidadãos permaneceu praticamente inalterado. Diante disso, torna-se aterradoramente claro que a forma na qual as escolas e as universidades preparam seus alunos é incapaz de fazer com que eles desenvolvam as habilidades e competências necessárias para serem bons profissionais no futuro.
Como consequência dessa falha no sistema de ensino, muitos cidadãos não conseguem se encaixar nas exigências impostas pelo mercado de trabalho. Segundo Charles Darwin, naturalista inglês, os indivíduos que possuem as características mais apropriadas para viver em um determinado habitat são selecionados naturalmente. Analogamente, os cidadãos que possuírem as capacidades requeridas pelas empresas conseguirão obter as melhores oportunidades e, consequentemente, os melhores salários. Com isso, é evidente que enquanto não houver uma melhor preparação dos jovens, eles continuaram pouco aptos para enfrentarem os desafios impostos pelas constantes mudanças no universo trabalhista.
Portanto, a fim de possibilitar que os cidadãos desenvolvam habilidades e competências para as profissões do futuro, cabe à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em parceria com os governantes dos países, promoverem mudanças no sistema educacional. Para isso, deverão ser adicionadas, nas diretrizes de ensino de cada país, novas abordagens como, por exemplo, aulas de programação, palestras sobre o funcionamento dos algoritmos, auxílio psicológico e exposição a respeito das inovações tecnológicas e suas implicações. Com tais implementações, a juventude estará mais preparada para ingressar no mercado de trabalho, uma vez que terá desenvolvido as aptidões requeridas.