Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/07/2020
É indiscutível que a conectividade e os avanços tecnológicos tem ocupado um espaço cada vez maior em nossas vidas, proporcionando uma revolução no mercado de trabalho, que se intensificará em 10 a 20 anos, pretendendo apresentar drásticas alterações em seu âmbito, abrindo espaço para futuras profissões que requerem o desenvolvimento de novas competências.
Atualmente o conhecimento tem sido muito mais valorizado do que a força física, ser graduado tornou-se algo básico nas qualificações solicitadas para ser empregado, para apresentar um diferencial é necessário possuir uma especialização, bem como possuir domínio quanto aos conhecimentos tecnológicos. Desse modo, além de uma excelente teoria, as profissões do futuro exigem versatilidade, dinâmica, criatividade, raciocínio lógico, liderança, entre muitas outras características.
De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial, entre 65% e 70% das crianças que atualmente ingressam no ensino fundamental, trabalharão em empregos que sequer existem nos dias de hoje. Além disso, segundo a Universidade de Oxford, estudos apontam que aproximadamente 47% dos empregos tendem a desaparecer nos próximos 20 anos.
Durante a Revolução Industrial, quando as máquinas substituíram o trabalho dos agricultores, que naquela época representavam 80% do mercado de trabalho. Os operários exonerados de suas funções conseguiram se restabelecer em novas profissões, os trabalhadores rurais passaram a trabalhar nas linhas de montagem das indústrias que estavam surgindo e, posteriormente, quando esse departamento também começou a ser automatizado, os seus serviços tornaram-se de baixa qualificação. Sobretudo, esse restabelecimento em novas funções só foi possível porque naquela época a força física ainda era muito valorizada.
Diante da circunstância do tempo atual, é evidente que uma pessoa de meia idade, que já não possui a mesma disposição e capacidade fisiológica para o aprendizado, e que não obteve oportunidade de estudo, não conseguirá se reinventar nesse novo mercado de trabalho que exigirá uma alta qualificação. Isso faz com que o mundo caminhe para uma desigualdade jamais vista antes.
Em virtude dos fatos mencionados, para evitar uma futura desigualdade socioeconômica global, propõem-se que o Ministério da Educação apresente um projeto de lei à Câmara dos Deputados, no qual se torne obrigatório a inclusão da disciplina do estudo da informática nas escolas e que seja financiado os eletrônicos necessários para a mesma, mas não somente essa, como também a lei em que estabeleça auxílio às pessoas não favorecidas com cursos profissionalizantes gratuitos.