Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 06/07/2020
Como é possível observar no filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, lançado em 1936, a natureza e as características dos postos de trabalho mudam muito com o tempo e o desenvolvimento socioeconômico. No futuro mudarão ainda mais, com maior dinamicidade. Há pouco, a pessoa que possuía uma formação superior encontrava inúmeras propostas de trabalho, mas hoje é necessário um diferencial para uma boa colocação no mercado de trabalho – algo para além da simples graduação.
Hodiernamente, estamos na quarta revolução industrial. Isso está influenciando até no modo de pensar de muitas pessoas. Na primeira revolução industrial, ocorrida por volta do século XVIII, houve a invenção das máquinas a vapor. Na segunda revolução industrial, já por volta da segunda metade do século XIX, registrou-se o uso da eletricidade, do ferro, do aço e de motores com base no petróleo. Quando da terceira revolução industrial, iniciada em meados do século XX, houve a invenção dos computadores e eletrônicos, a automatização informacional e mecânica.
O destaque evolutivo na quarta revolução é a produção inteligente, caracterizada pelo uso, em seus processos, da internet e do Big Data – o armazenamento de uma imensa quantidade de dados baseada em valor, velocidade e volume (os 3 V´s). Também é de se notar que a força física já não é tão cobiçada quanto antigamente. Ter um bom intelecto é mais importante, porquanto na maioria das empresas o trabalho pesado é feito por máquinas e robôs, enquanto os seres humanos ficam encarregados apenas de controlá-los e consertá-los. Por isso é necessário que os funcionários de hoje tenham uma qualificação especializada.
Cargos e posições do mercado de trabalho, que hoje não são sequer conhecidos, estarão em alta daqui a alguns anos, como analista de Big Data, protético robótico, engenheiro de nanorrobôs, médicos, cientista de dados, arquitetos e engenheiros de 3ª dimensão, entre inúmeros outros. Todos associados à alta tecnologia e à inteligência artificial.
Um relatório da consultoria McKinsey, por exemplo, prevê que 800 milhões de cidadãos perderão suas ocupações para as máquinas até 2030. É como o empresário americano Steve Jobs falou: “a tecnologia move o mundo”. Por isso, conclui-se que à medida que a digitalização avança ninguém mais estará a salvo da inteligência artificial. Prova disso é que inúmeros cargos que hoje não são conhecidos estão ganhando, paulatinamente, força. No futuro serão eles os cargos mais cobiçados do mercado de trabalho modernizado.