Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 11/07/2020
Promulgada em 1988, a Constituição Federal brasileira assegura o progresso tecno-científico como meta nacional. Todavia, a resistência populacional em se adaptar às mudanças, somada às novas demandas do mercado de trabalho, comprometem o exercício pleno do bem jurídico tutelado no documento nacional. Diante disso, evidencia-se a necessidade de intervenção estatal, aliada à cooperação popular, com vistas a harmonizar desenvolvimento tecnológico e as dinâmicas sociais, em prol do avanço da Nação.
Em princípio, sabe-se que a geração de empregos e a qualificação de mão de obra são essenciais para a manutenção da homeostase social. Atualmente, no Brasil, a taxa de desemprego já ultrapassa os 12%, segundo pesquisa desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante dessa perspectiva, torna-se claro que, além do teor econômico (ilustrado pelas atuais crises trabalhista e previdenciária), a falta de profissionais capacitados para suprir as demandas do mercado tem grande peso sobre o percentual supracitado. Por conseguinte, urge a promoção da adaptação das parcelas desempregadas à nova realidade, a fim de se evitar a marginalização e assegurar a dignidade, em consonância com as previsões constitucionais.
Faz-se imperioso, ainda, salientar que é dever do Estado minimizar o desemprego e promover oportunidades para a inserção profissional. Isto posto, vale retomar a analogia proferida pelo artista italiano Leonardo da Vinci, que disse que o sol jamais enxergaria a sombra, por serem incompatíveis. Nesse ensejo, pode-se comparar o brilho solar ao ato governamental de envidar esforços, financeiros e normativos, a fim viabilizar o acesso da população à qualificação técnica e superar os efeitos deletérios do desemprego. Dessa forma, a sombra, atual “status quo” (estado atual), perderá força e cederá espaço ao avanço, caso a luz irradie com maior intensidade.
Destarte, depreende-se que o Estado tem importante papel a cumprir no ajuste do hodierno panorama. Logo, cabe ao parlamento a abertura de comissão permanente que atue cotidianamente em prol da causa trabalhista. Para isso, deverão ser conclamados membros do Ministério da Economia, juristas, educadores e representantes sindicais voluntários de categorias de interesse, de forma a garantir pluralidade aos trabalhos. Ademais, é mister que o Ministério da Economia divulgue ostensivamente, em meios televisivo e digital, os trabalhos da comissão e alerte a população acerca da importância da qualificação técnica. Assim, gradualmente a taxa de desemprego diminuirá e o país terá dado passos importantes em conformidade com o lema positivista nacional: ordem e progresso.