Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 18/07/2020
Ao longo dos anos, as formas de trabalho evoluem e geram uma necessidade de adaptação das pessoas às mudanças das técnicas empregadas. Contudo, o cenário atual da sociedade mostra que os indivíduos não estão sendo preparados para aprimorar as habilidades e competências necessárias para as profissões do futuro. Nesse sentido, tal problemática se dá, tanto pela falta de democratização do ensino tecnológico, como pela falha na preparação voltada para as competências socioemocionais.
Primeiramente, é preciso salientar que a formação tecnológica é excludente no atual contexto. Isso acontece porque a sociedade contemporânea, em seu sistema capitalista, afasta do acesso às tecnologias aqueles que possuem menor capacidade financeira, conforme ensina o sociólogo Karl Marx. Segundo esse pensamento, tal exclusão é vista inclusive no ambiente escolar, haja vista que muitas instituições públicas de ensino básico não conseguem preparar seus alunos de forma adequada na questão de informática por falta de estrutura para tal. Prova disso é que, conforme o site “G1 notícias”, apenas 40% das escolas rurais do Brasil possuem computadores com acesso à internet. Dessa forma, vários sujeito não recebem uma formação digital adequada e se tornam inaptos para o mercado de trabalho do futuro, fazendo com que a desigualdade social seja ainda mais acentuada.
Além disso, a falta de estímulo das habilidades não-cognitivas agrava a situação. Por certo, embora o domínio de técnicas cognitivas seja de grande valia, as competências socioemocionais, como defende o escritor Daniel Goleman, preparam os indivíduos para lidar com o outro, potencializam a empatia e incentivam a liderança, sendo estas, habilidades de grande importância para as profissões do futuro. Porém, essas competências não são oferecidas de forma efetiva pelas escolas. Tal fato tornou-se evidente no programa de televisão “Conexão” do Canal Futura, que denunciou a falta de preparação dos educadores e a baixa quantidade de instrumentos adequados nas instituições de ensino para fomentar essas habilidades nos estudantes. Logo, inúmeros sujeitos não recebem essa preparação primordial e serão desvalorizados no futuro mercado de trabalho.
Enfim, fica evidente que há falhas na preparação dos profissionais do futuro. Portanto, o Ministério da Educação, por meio do direcionamento de verbas, deve investir na modernização das estruturas tecnológicas das escolas e levar para elas internet de qualidade, sendo essencial a capacitação em informática para os professores. Tal medida deve ser tomada a fim de melhorar a preparação técnica dos estudantes e assim torna-los aptos para um mercado de trabalho cada vez mais científico. Ademais, as universidades devem promover congressos sobre as habilidades socioemocionais, com o intuito de estimular a produção científica nessa área e melhorar as ferramentas para sua promoção.