Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 25/07/2020

O filme Jogo da Imitação, estrelado por Benedict Cumberbatch, retrata a criação do primeiro computador eletromecânico, utilizado para decifrar códigos alemães na segunda guerra mundial. Baseado em fatos reais, a trama demonstra a importância desse marco para o futuro da sociedade. Anos após o feito, os aparelhos eletrônicos evoluíram e passaram a ter um papel fundamental nas relações sociais. Constantemente surgem novas profissões voltadas ao meio computacional e, consequentemente, torna-se um problema adaptar as competências do mercado de trabalho à essas exigências. Isso ocorre, pois a educação fundamental é, na maioria das vezes, pouco preparada para o incentivo dos jovens à essa área.

Em primeiro plano, ganha particular relevância a maneira como a evolução tecnológica alterou as competências necessárias para as profissões do futuro. Com a primeira revolução industrial, na Inglaterra, a sociedade, anteriormente rural, foi forçada a se adaptar às novas práticas de labor existentes nos centros urbanos. Portanto, vê-se que a evolução dos meios tecnológicos do século XXI, considerada como a quarta revolução industrial,  afeta diretamente os serviços necessários no mercado. Então, é necessário que os conhecimentos adquiridos na educação de um povo esteja alinhado à demanda profissional, para que a comunidade possa evoluir.

Em segundo plano, cabe ressaltar a influência do ensino estrutural no desenvolvimento dos futuros trabalhadores. Para John Locke, teórico iluminista, o homem nasce como uma folha em branco e a sociedade o molda. Sob essa ótica, pode-se traçar um paralelo com o meio escolar ligado ao âmbito profissional. Nesse caso, os assuntos aprendidos durante a formação de um cidadão, irão gerar interesse no mesmo para, futuramente, adotar uma prática relacionada como forma de ofício. Assim sendo, a maneira como as instituições tratam a formação dos alunos se dá de maneira conservadora, o que prejudica o interesse dos jovens para a inserção no novo mercado tecnológico.

Diante desse cenário, é necessária uma ação que, ciente da dificuldade em adaptar a evolução do mercado de labor às habilidades dos novos trabalhadores , busque minimizar esse quadro. Cabe à Organização Internacional do Trabalho a tarefa de incentivar os países de todo o mundo a implementar políticas de mudança educacional nas escolas. Para isso, a OIT deve realizar uma conferência, com representantes de cada país, e decidir métodos de ensino tecnológico público para tais nações. O ministro do órgão educacional de cada país deve analisar a situação e adotar medidas que mudem as formas de ensino em seu estado, voltando-as para as práticas tecnológicas. Desse modo, espera-se que as competências dos jovens consigam suprir as necessidades do mercado de trabalho do futuro.