Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 21/07/2020
Na série “Black Mirror”, é retratada a dinâmica de vida da sociedade com o desenvolvimento tecnológico avançado, destacando consideráveis mudanças no mercado de trabalho. De modo análogo à ficção, com a vivência atual da Quarta Revolução Industrial, transformações consideráveis nas qualificações profissionais e exigências para ingresso na área profissional vem se moldando para a nova realidade cibernética. Apesar da aparente ideia de progresso, verifica-se que a estrutura educacional tem dificuldades de ofertar as habilidades e competências exigidas para os profissionais do futuro, tal situação que, reflete um problema social que não pode ser negligenciado.
Primordialmente, vale destacar que, a formação educacional tradicional tem uma abordagem que não proporciona a nova capacitação exigida. Visto que, os pré requisitos para as profissões do futuro visam o conhecimento prático e conhecimentos cognitivos, espera-se que as instituições de ensino ofereçam oportunidades que viabilizem esse aprendizado. Entretanto, as bases curriculares ainda são muito teóricas e a tecnologia não é tão empregada nos métodos de ensino, o que desalinha essa fase com o mercado de trabalho. Segundo Albert Eisten, está cada vez mais óbvio que a tecnologia excedeu a humanidade, o que ressalta a importância do domínio cognitivo nessa nova fase.
Em consequência disso, a falta de capacitação adequada se desdobra como um problema social, no âmbito profissional. Na palestra “O profissional do futuro”, da iniciativa TED, a palestrante cita que estudos indicam que em 2050 vai existir um computador mais inteligente do que a humanidade toda. Apesar do forte avanço na criação de inteligência artificial, ainda não se tem indícios de criação de uma consciência artificial, o que evidência a relevância dessa característica humana pro futuro. Apesar disso, a democratização da formação cognitiva é um desafio, pois requer alta especialização. Logo, isso gera um desemprego estrutural e exclusão social das camadas sem acesso.
Portanto, intervenções devem ser feitas para atenuar o impasse. Para isso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com empresas de tecnologia privada, reformular as ofertas de educação tecnológica e cognitiva, de modo que por meio de cursos gratuitos de habilidades e competências, como liderança e softwares,o aprendizado seja viabilizado. Esses cursos podem ser oferecidos de modo remoto e presencial, de forma a atingir o maior público possível. Dessa forma, se poderá alinhar a capacitação de qualidade com as exigências do futuro, caminhando para o progresso do país.