Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 15/08/2020
Abrindo as cortinas
Na obra “Utopia”, do escrito inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o desenvolvimento de habilidades e competências para as profissões do futuro apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de requalificação dos profissionais, quanto da deficiência educacional.
Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de requalificação dos profissionais como um impasse para o desenvolvimento das habilidades e competências para as profissões do futuro. Como já disse o filosofo Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial 54% dos trabalhadores devem se requalificar e adquirir novas competências relacionadas a tecnologia, criatividade e inovação. Sob esse âmbito, é notório que além do conhecimento geral, é necessário adquirir também conhecimento especializado de forma a atingir um diferencial competitivo. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura dos trabalhadores.
Ademais, é imperativo ressaltar a deficiência na educação como promotora do problema. Segundo Marcelo Veras, sócio e membro do conselho da empresa Inova Consulting, muitas profissões advêm de áreas como a nanotecnologia, inteligência artificial e computação cognitiva. Esteando-se nesse pressuposto, nota-se que as barreiras para as profissões do futuro são fruto de uma educação insuficiente, na qual não há estímulo a integração ente teoria, criatividade, inovação tecnológica e dinâmica. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do problema na sociedade. Dessarte, com o intuito de adquirir habilidades e competências para as profissões do futuro, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Educação reformule a base comum curricular das escolas e faculdades, englobando teoria, criatividade e inovação tecnológica, com o fito de estimular o senso crítico da população. Visando o mesmo objetivo, o Tribunal de Contas da União pode ainda direcionar capital, que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em disciplinas de especialização profissional, ofertadas pelas faculdades públicas e privadas a fim de requalificar os trabalhadores para o novo mercado de trabalho. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.