Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 13/08/2020
No filme de ficção científica “Anon” não há mais profissões ligadas à segurança, graças a criação de um sistema inteligente que se encarrega de proteger toda a sociedade gravando tudo que as pessoas vivem em um banco de dados. Análogo a isso, na realidade, a tecnologia atual vem se desenvolvendo de modo tão rápido que alguns empregos realmente podem deixar de existir, dando lugar a outros mais modernizados, as chamadas “profissões do futuro”.
Nesse sentido, é necessário enfatizar que a evolução tecnológica vem afetando todas as áreas da vida humana, e, consequentemente, as exigências das empresas para admissão de funcionários se tornaram mais rígidas, no Brasil e no resto do mundo. Assim, são procuradas competências relacionadas à tecnologia, como pensamento analítico, aprendizado ativo e design tecnológico. Ademais, de acordo com um estudo feito pela revista Época Negócios, em 2022, todos os empregados precisarão de uma média de 101 dias de aprendizado e aperfeiçoamento pessoal por ano. Assim, o mercado de trabalho irá abranger apenas aqueles que obtiverem um alto grau de aprendizagem e habilidades, além do conhecimento técnico-científico.
Além disso, é evidenciado a existência de analfabetos digitais no país, ou seja, as pessoas tem acesso a internet e à aparelhos como computadores mas não sabem utilizá-los da maneira correta. De acordo com uma pesquisa feita em 2015 pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), 20% dos alunos responderam que tem suas escolas possuem computadores que não são utilizados por eles. Sendo assim, toda essa mudança no mercado de trabalho não ocorre de forma democrática, já que parte da população brasileira não tem condições de se especializar para se encaixar nas novas exigências.
Portanto, para integrar toda a sociedade nessas novas competências exigidas pelas profissões do futuro são necessárias algumas medidas. Dessa maneira, é dever do Ministério da Educação ampliar o acesso às novas tecnologias nas escolas, implantando aulas de informática como obrigatórias na grade curricular das escolas públicas e privadas e disponibilizando computadores para áreas que não possuem os aparelhos, para que dessa forma todos os jovens tenham melhores oportunidades de ingressar no mercado de trabalho. Diminuindo, assim, o desemprego e a exclusão social no país.