Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 15/08/2020
O documentário “Gig - A Uberização do Trabalho”, aborda o fenômeno crescente do trabalho mediado por aplicativos e plataformas digitais em todo o mundo. Nesse viés, o curta retrata as horríveis condições de expediente dos empregados, que trabalham sem nenhuma assistência e com seus recursos pessoais. Fora da ficção, a ascensão da tecnologia permitiu o surgimento de novas formas de trabalho, mas precarizou as ferramentas de serviço, além disso, o mercado atual exige constante atualização dos trabalhadores.
Mormente, novas profissões tidas como futurísticas embora já estejam presentes no cotidiano facilitam a vida da sociedade, mas prejudicam o trabalhador. Ora, nesse sentido, o conceito de “Trabalho Alienado”, do filósofo Karl Marx, diz que o trabalhador que desconhece o produto de sua atividade fica alienado, passando a viver unicamente para produzir para o sistema capitalista. Paralelamente, em 2019, um motoqueiro de uma plataforma que entrega comida em residências, teve um AVC e morreu após trabalhar mais de 24 horas sem descanso. Logo, diante da teoria e do fato supracitado, transparece o caráter inescrupuloso de uma nova forma de serviço, a qual objetifica o empregado e o trata como um número, sendo passivo facilmente de substituição e troca.
Ademais, as empresas contemporâneas exigem cada vez mais que seus trabalhadores se atualizem. Sob esse prisma, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o funcionário que se atualiza tem até quatro vezes mais chances de se manter no emprego, em comparação com o que não se moderniza. Em consonância com o estudo citado anteriormente, o termo “Soft Skills”, se refere a competências comportamentais e são essenciais para as profissões do futuro, pois estão ligadas ao desenvolvimento pessoal. Com isso, nota-se que é fundamental adquirir novas habilidades e competências periodicamente para se manter empregado e qualificado para os empregos do futuro, caso contrário irá se tornar obsoleto, arcaico e desempregado.
Em síntese, é mister, que, medidas sejam tomadas para fornecer habilidades e competências, para que as pessoas se adaptem as carreiras profissionais do futuro. Com o escopo de que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com empresas privadas, por meio de patrocínio estatal e capital privado, forneça cursos profissionalizantes para quem não tem profissão e reciclagem com quem tem formação e emprego, pois, desta forma, a sociedade estará mais prepara para as profissões do futuro. Somente assim, o quadro atual será resolvido, evitando que as cenas retratadas em “Gig - A Uberização do Trabalho” continuem acontecendo.