Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 14/08/2020
Em 1960, houve o surgimento do modelo de produção Toyotista, baseado no uso das ciências e tecnologia, para o aumento da produção. Na atualidade, esse sistema produtivo ainda cresce e gera demandas de mercado, como o aumento da necessidade de profissionais ligados ao desenvolvimento tecnológico. No entanto, países em ascenção, como o Brasil, apresentam diversos problemas educacionais para se adequar a essa lógica econômica. Diante disso, é importante relacionar as falhas da educação tecnológica no país e suas implicações na formação de profissionais para o futuro do mercado.
Nesse sentido, é inegável afirmar que investir em tecnologias na educação é uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento socioeconômico de uma população. Isso é evidenciado, por exemplo, com os Tigres Asiáticos, que 40 anos atrás eram países pobres, e, atualmente, com o estímulo massivo em educação e profissionalização para o mercado, se tornaram algumas das maiores potências mundiais, em áreas como a robotização dos processos. No Brasil, entretanto, a situação é desfavorável ao desenvolvimento, pois ao invés de investir na profissionalização dos estudantes, o governo tende a diminuir os recursos. Tal fato é exposto, ao tomar como base um dado da UOL que demonstra que nos últimos 4 anos, o Brasil reduziu em 56% o financiamento nessa área. Demonstrando, dessa forma, que educação não é prioridade para o governo brasileiro.
Por consequência disso, as escolas e universidades não têm a infraestrutura necessária e não se adequam a nova demanda de mercado. Segundo a Agência Brasil, quase 80% das escolas de rede pública possuem laboratório de informática, entretanto, cerca de 50% não funcionam por falta de computadores ou problemas nesses. Além disso, aulas de robótica e tecnologias da informação ainda são uma realidade distante na educação pública geral, apontando falhas na estrutura educacional. Tal problemática culmina no desinteresse de investidores sobre a área no país. Para o Globo, a principal causa do baixo investimento externo em áreas de tecnologias de ponta no Brasil é por falta de suporte governamental na temática, ou seja, a ignorância do governo para o desenvolvimento da ciência e a tecnologia é o que afasta investidores desse mercado.
Fica claro, portanto, que o investimento em educação tecnológica é uma ferramenta importante para preparar os profissionais para o trabalho. Por isso, é importante que o Ministério da Educação crie programas que estimulem o uso dessas ferramentas. Isso deve ocorrer por meio de financiamento para compra de recursos e infraestrutura, para, por exemplo, tornar possível aulas de robótica e tecnologia da informação, a fim de capacitar e tornar a população brasileira apta ao futuro das profissões.