Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 25/08/2020
“Não serei o poeta de um mundo caduco. / Também não cantarei o mundo futuro.” Esses versos do poeta Carlos Drummond de Andrade estimulam a reflexão sobre as ações humanas, frente as debilidades do mundo. Ao considerar esse percurso poético, como ponto de partida, para a discussão a respeito das habilidades e competências para as profissões do amanhã, nota-se a necessidade do desenvolvimento destas na população contemporânea. Nessa lógica, é imperativo analisar a mudança do mercado de trabalho, bem como discutir sobre a influência da tecnologia.
A partir desta proposição inicial, é preciso esclarecer que o ramo laboral é constantemente alterado. Dessa forma, pode-se afirmar que o mercado mudou e atualmente prioriza o entendimento e a especialização do trabalhador à capacitação física. Nessa perspectiva, há uma questão relacionada ao trabalho que exige dos atores sociais esclarecimento, pois como alerta Theodor Adorno, quando não existe conhecimento, submete-se a perda de liberdade. Isso significa que, com relação ao tópico, é necessário que o indivíduo adquira uma boa qualificação para se adequar às ocupações profissionais vigentes e futuras.
Ainda nessa linha de raciocínio, não há dúvidas de que o âmbito de serviços é diretamente influenciado pela tecnologia. Isto é posto, visto que vigora a Era Digital, época movida pelos adventos tecnológicos, que impacta no surgimento de novos ofícios e na mudança de hábitos. Nesse sentido, percebe-se que, como advoga Steve Jobs, a tecnologia, marca da sociedade moderna, move o mundo. Assim, torna-se pontual que o trabalhador esteja familiarizado e seja proficiente para com práticas digitais para se introduzir no mercado de trabalho.
Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de preparar a sociedade para as profissões futuras. Desse modo, o Ministério da Educação deve desenvolver nos alunos habilidades como criatividade e raciocínio lógico, por exemplo, por meio da introdução de uma matéria específica no currículo escolar, visando habilitar os estudantes ao mercado de trabalho. Ademais, compete ao mesmo órgão, junto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações promover o contato da população com as novidades tecnológicas, a partir de feiras educativas públicas, visando habituar a sociedade à tecnologia. Feitas essas ações, espera-se considerar uma mudança no cenário.