Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 02/09/2020
Em seus livros de ficção científica, Isaac Asimov cria cenários futuristas onde a tecnologia está tão integrada na sociedade que a robótica torna-se a principal área de atuação profissional. Ao considerar tais obras como base para fundamentar a discussão acerca das habilidades e competências para as profissões do futuro, pode-se afirmar que, apesar de fictícias, essas narrativas refletem a realidade do século XXI, visto que o mercado de trabalho está cada vez mais voltado para a tecnologia. Assim, é preciso entender o papel da tecnologia nas futuras profissões, bem como questionar o que será exigido dos profissionais do futuro.
Em face desse questionamento inicial, é preciso pontuar que o século XXI é marcado por inovações tecnológicas constantes, que impactam o funcionamento da sociedade. As novas máquinas, que rapidamente se tornam essenciais, passam a criar setores inéditos, abrindo a possibilidade de novos ofícios envolvendo o domínio dessa tecnologia. A partir dessa ideia, consolida-se a concepção de Immanuel Kant sobre a importância da educação na formação de um indivíduo, uma vez que, segundo o filósofo, sem conhecimento, os pensamentos tornam-se vazios. Assim, fica clara a necessidade do homem de conhecer as novas tecnologias para, assim, conseguir dominá-las e usar tal habilidade, essencial no mundo moderno, em sua futura profissão.
Ainda nessa perspectiva, outro fator relevante é a mudança do papel do profissional no mercado de trabalho. Diferente da Inglaterra do século XVIII, que exigia obediência e habilidade física dos trabalhadores, as empresas atuais buscam em seus funcionários a criatividade e a inovação, visto que as máquinas conseguem substituir o trabalho físico, mas não o intelectual. Assim, ao percorrer um olhar sobre a realidade, comprova-se o pensamento de Jean Jacques Rousseau, que afirma que o homem é produto do meio em que vive. Dessa forma, fica claro que a mudança de valores da sociedade afeta diretamente o mercado de trabalho e suas exigências, forçando o homem a adaptar-se.
Diante desse cenário, constata-se que medidas devem ser tomadas. A priori, cabe ao Ministério da Educação oferecer educação tecnológica à população através da criação de cursos gratuitos que abordem o funcionamento das novas máquinas, visando torná-la proficiente nessa área, o que aumentará as suas oportunidades profissionais. Além disso, é dever desse mesmo ministério promover um ensino que incentive o uso da criatividade nas escolas, por meio da inclusão de uma disciplina que envolva essa habilidade na grade curricular, para que os alunos estejam mais preparados para o mercado de trabalho futuramente. Feitas essas medidas, espera-se adaptar o povo brasileiro às habilidades e competências exigidas pelas profissões do futuro.