Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 31/08/2020

Na obra “O engenhoso fidalgo Don Quixote da Mancha”, de Miguel de Cervantes, a personagem Don Quixote cria um mundo ideal, no qual deve reinar a justiça e a honestidade. Ao considerar esse simbolismo utópico, a marcar as façanhas de Quixote, para lançar olhar crítico sobre as habilidades e competências para as profissões do futuro, é imprescindível considerar que o atraso de uma boa parcela dos jovens brasileiros em relação ao surgimento de novas técnicas e de novas profissões vai de encontro à visão da personagem. Nessa perspectiva, torna-se pontual examinar a velocidade com que se transforma o mercado de trabalho, avaliando o atraso do sistema educacional brasileiro, bem como entender que a alienação nesse processo prejudica principalmente as classes menos privilegiadas.       Diante dessa premissa inicial, é preciso esclarecer que os jovens brasileiros não tem a educação adequada para o desenvolvimento de novas habilidades, em razão de do atraso do sistema educacional, que ignora o deslocamento do eixo profissional para área de tecnologia e computação. Acrescente-se a esse ponto o fato de que o sistema educacional brasileiro conteudista privilegia a grade tradicional de conteúdos e de habilidades, em detrimento do desenvolvimento da criatividade, dinâmica e versatilidade dos alunos. Dessa forma, fica claro que é imprescindível uma reforma no sistema educacional brasileiro, para o desenvolvimento sadio da juventude.

Ainda nessa perspectiva, não se pode esquecer de que a transformação rápida e constante do mercado de trabalho determina a exclusão de grupos que vivem em condições de vulnerabilidade social do processo de desenvolvimento de novas competências, em virtude da dificuldade de acesso à internet e à tecnologia no Brasil. Diante desse contexto, ganha voz a concepção de Aristóteles, segundo o pensador, é dever do estado assegurar, por meio da política, o bem-estar social. Vale ressaltar, entretanto, a incapacidade do Poder Público de concluir a universalização do acesso aos serviços internet evidencia uma ruptura na harmonia social por parte da entidade estatal. Logo, fica claro que a desconstrução desse cenário para garantir a prosperidade da nação.

É preciso, portanto, promover ações que realmente possam alterar esse quadro. Em um primeiro momento, é imprescindível que o Ministério da Educação, desenvolva a criatividade dos alunos, por meio da reformulação das disciplinas e habilidades abordadas em sala, privilegiando a informática e a robótica, com o fito de preparar a juventude para as transformações no mercado de trabalho. Outra medida importante a ser efetivada pelo mesmo ministério é disponibilizar às escolas publicas recursos tecnológicos, a partir do maior direcionamento de verbas públicas para o investimento na infraestrutura dessas instituições de ensino, a fim de que impulsionar a democratização do acesso à tecnologia.