Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 23/08/2020
Em sua obra “O homem é um homem”, o dramaturgo alemão, Bertolt Brecht, enuncia que “apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la”. Nessa lógica, deve-se encarar a realidade como um espaço de relações humanas múltiplas, de modo que, ao discutir sobre as habilidades e competências para as profissões do futuro, seja preciso entender, previamente, a aposta dos especialistas. Dessa forma, torna-se pontual compreender as necessidades do mercado do futuro, bem como analisar a relação da tecnologia com as carreiras profissionais. Em face desse questionamento inicial é importante esclarecer que, atualmente, um ter diploma de graduação é uma característica básica, não tornando um indivíduo suficientemente competitivo para uma determinada vaga de emprego, com as novas corporativas a nível internacional valorizando, acima do acadêmico, habilidades pessoais, tais como a criatividade, a versatilidade e o senço de liderança. Inclusive, essa questão evidencia a acelerada metamorfose da sociedade, em que a todo momento surgem novas demandas e necessidades do mercado, cabendo ao trabalhador o dever de superá-as. Nesse sentido, não há dúvidas de que a realidade, assim como advoga Bertolt Brecht, corrobora a indispensabilidade do diferencial no trabalhador, visto que este precisa ser eclético e capaz de se modular ao meio em que é incerído. Por conseguinte, fica claro a indispensabilidade de meios, em ambito estatal, que possam assistir a população com relação à isso. Ainda nessa linha de raciocínio, outro ponto determinate é o fato de que a tecnologia está extremamente interligada às sociedades, uma vez que se fazem presentes em todas as esferas sociais, transformando seu uso indispensável à vida humana e, portanto, agregando um grande valor ao seu mercado. Porém, é preciso lembrar que, uma das marcas do mundo contemporâneo é, como alerta Gilles Lipovetsky, a vulnerabilidade do indivíduo. Isso significa que, com relação ao Estado brasileiro, não há dúvidas de que este não oferece os recursos necessários para que sua população consiga se inserir nesse mercado, o que fica evidente com o modelo conteúdista de educação e com o subfinanciamento da ciência e do desenvolvimento tecnológico. Assim, constata-se a necessidade de políticas públicas que consigam alterar esse cenário. Mediante os argumentos supracitados, urgem medidas que visem proporcionar melhores condições para a comunidade brasileira se inserir nos mercados do futuro. Inicialmente, é fundamental uma ação impulsionada pelas escolas, que devem, por meio da ampliação do contato dos alunos com a arte, impulcionar o desenvolvimento da criatividade nos estudantes, com fito de aprimorar a capacidade destes de se adaptarem ao meio, contribuindo para suas carreiras profissionais. Ademais, o Ministério da Educação pode, ainda, implementar as disciplinas de programação e tecnologia nas escolas, por meio de alterações na Base Nacional Curricular Brasileira, a fim de fornecer o conhecimento básico dessas áreas para os alunos, contribuindo para ampliar suas possibilidades no futuro. Feitas tais ações, espera-se mudar a realidade e, como aposta Bertolt Brecht, alterar a realidade.