Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 01/09/2020
No Egito Antigo, por volta dos anos 2700 a.c, a sociedade era subdividida em níveis de importância para a manutenção das atividades do império, sendo os artesões uma das categorias mais relevantes. Estes, eram responsáveis pelas construções e oficina, pois dispunham de habilidades que os diferenciavam do restante da população. Igualmente, no mundo contemporâneo, segundo um dado publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo há cerca de 5,6% de pessoas desempregadas. Partindo disto, são suscitada duas problemáticas que devem ser solucionadas: a tendência do mercado trabalhista em absorver pessoas mais qualificadas, e o exagero do mercado nas exigências para as profissões futuras.
Em primeiro lugar, os avanços tecnológicos são acompanhados pela melhoria nas capacidades técnicas dos indivíduos. A exemplo disso, é possível estabelecer uma relação com as transições do períodos antigos, onde o homem partiu da descoberta do fogo, idade de pedra, até o estabelecimento das primeiras sociedades registradas, por volta de 3500 a.c. Assim, é perceptível que a ideia de melhoria contínua está enraizada na humanidade. Logo, é necessário que as pessoas acompanhem as tecnologias vigentes, para estarem qualificadas para serem inseridas no mercado.
Em segundo lugar, historicamente, cenários em que a oferta é maior que a demanda e vice-versa, tendem ficar em desequilíbrio. Similarmente, em 1929, houve o Crash da Bolsa de Nova York, onde o preço das ações despencou pois haviam muitos vendedores, e poucos compradores. Então, quanto mais profissionais disponíveis houver, maior serão os requisitos.
Conclui-se, portanto, que políticas para a estabilização das exigências do mercado, e incentivo na absorção do profissionais, são necessárias. Cabe ao Poder Judiciário, a criação de leis que delimitem os requisitos atribuídos de acordo com a profissão, e aumento, por meio de isenções tributárias, na taxa de oferta de empregos.