Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 17/09/2020
Programador, cientista de dados, roboticistas. Essas são algumas das profissões de surgimento recente que são cada vez mais valorizadas. Assim, o mercado de trabalho modernizou-se e, para acompanhar tal mudança, é preciso preparar, especialmente os jovens, tanto em termos de qualificação formal, quanto no desenvolvimento de novas habilidades e competências.
Inicialmente, menciona-se que a 4ª revolução industrial tornou ainda mais relevante o estudo e o ingresso no ensino superior. Porém, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 10% dos jovens de 15 a 17 anos não estão na escola. Desse modo. a evasão escolar no Brasil dificulta a inserção nacional na nova era tecnológica, pois ela exige mão de obra especializada e competente, o que leva muitos à exclusão e ao banimento à serviços braçais e mal remunerados.
Adicionalmente, faz-se mister prestigiar novas aptidões e capacidades mais apropriadas às profissões do futuro. Como exemplo, destaca-se que a possibilidade de pesquisar instantaneamente praticamente qualquer informação na rede mundial de computadores dirimiu a importância da memorização de dados — muito mais relevante é saber processá-los e relacioná-los criativamente. Dessa maneira, a educação bancária (conceito de Paulo Freire, no qual o conteúdo é simplesmente depositado no aluno), comum no Brasil, evidencia a inadequação do ensino tradicional ao novo horizonte tecnológico.
Diante do exposto, percebe-se uma nova ordem no mercado do trabalho. Desarte, para participar ativamente dela, é fundamental preparar os jovens para a inovação. Com esse objetivo, o Ministério da Educação deve, além de universalizar o acesso à educação básica, reformular o método de ensino e de avaliação escolar, por meio da oferta de disciplinas como programação, inteligência artificial e “big data”. Dessa forma, construir-se-á uma juventude e uma sociedade em sintonia com as profissões e competências do mundo moderno.