Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 22/09/2020
O filósofo pré-socrático Heráclito dissertou em seus trabalhos sobre a inconstância da realidade, no qual utilizou a metáfora “ninguém pode se banhar no mesmo rio duas vezes” .Similarmente, após a Revolução Tecno- Científica é possível observar mudanças cada vez mais constantes e relevantes na sociedade. Nesse sentido, os indivíduos precisam acompanhar as mudanças e exigências sociais, especialmente, as referentes às exigências do mercado de trabalho. Dentro deste ponto de vista, as habilidade e competências para os profissionais do futuro são pautadas principalmente no desenvolvimento de características diferenciais apresentando como principal desafio o ensino arcaico.
Em primeiro lugar, a implantação de inteligência artificial, robôs e máquinas têm substituído o trabalho de muitos trabalhadores, principalmente, em trabalhos mecânicos. Assim, as características diferenciais são relacionadas a ações e competências que não podem ser realizadas por máquinas e tecnologia como liderança, criatividade, inteligência emocional , entre outros. Como exemplo, uma matéria divulgada pelo jornal Exame, em 2017, mostrou que até 2030 a automação irá substituir os humanos em trabalhos como anestesistas, contadores, analistas financeiros , entre outros, demonstrando a necessidade de desenvolver na nova geração habilidade para ocupar novas formas de trabalho.
Entretanto, o ensino arcaico é um grande desafio na atualização dos currículos e desenvolvimento das novas habilidades , afinal, os ensinos nas escolas brasileiras ainda são pautados nas matérias tradicionais e práticas ultrapassadas e rígidas de ensino, as quais não valorizam tão pouco incentivam os jovens a desenvolver a criatividade. Para exemplificar, a BNCC, Base Nacional Curricular Comum, homologada em 2017, a qual institui quais competências devem ser trabalhadas nas escolas não prevê adequação e introdução de novas matérias relacionadas às habilidades citadas anteriormente nas escolas brasileiras.
Portanto, medidas são necessárias para coibir esta intempérie. Assim, cabe ao Ministério da Educação, como instância máxima do poder na área, atualizar as exigências e orientações às escolas brasileiras quanto as habilidades e competências que devem ser trabalhadas por meio de mudança na BNCC, à partir da criação de uma banca técnica que estude as novas necessidades de mercado e proponha mudanças e cursos profissionalizantes para capacitar os professores a desenvolverem estas habilidades nas escolas, com o objetivo de preparar as novas gerações ao mercado de trabalho futuro.