Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 15/10/2020

Com o passar dos anos, as sociedades passam por transformações que acabam por modificar várias conjunturas, como por exemplo as relações de trabalho que, hodiernamente, sofrem influência direta das novas tecnologias. Dessa forma, habilidades e competências surgem para auxiliar na adaptação de profissões do futuro, para que estas andem lado a lado com os avanços impostos. Isso se dá, seja pela falta de instrução em ambiente escolar em vista das novas demandas empregatícias, seja pelas consequências implicadas pelo uso dos aparatos digitais.

Em primeira análise, de acordo com Sócrates, a opinião deve ser distinguida do conhecimento, pois é algo particular que todos têm. Seguindo a perspectiva do filósofo supracitado, a escola se torna uma instituição de grande relevância para auxiliar os indivíduos a criarem sua bases no verdadeiro saber, em vista da massiva exposição de falsas formações oferecidas pelos aparatos tecnológicos. Todavia, há uma falha no sistema de ensino, que hoje se preocupa mais em passar conteúdos de matérias, como português e matemática, do que trabalhar habilidades que irão auxiliar, junto com estas, esses cidadãos futuramente na escolha de suas profissões, que sofrem renovações constantes em vista das tecnologias. Em suma, estes acabam por ficar a mercê da mídia para sua formação nessas áreas, e recebem equivocados ensinamentos, muitas vezes baseados em convicções próprias dos autores.

Outrossim, o século XXI é marcado por patologias neurais que vêm se intensificando devido ao excesso de produtividade que assola a sociedade, como a síndrome de Burnout que gera um desgaste profissional com aspectos físicos e psicológicos. Diante disso, os meios digitais possibilitaram uma rapidez, vista pelas pessoas como meio de retorno imediato, principalmente pela alta positividade passada por estes, como relata o filósofo Byung-chul Han em Sociedade do Cansaço. Contudo, em meio a todo esse esforço para se alcançar metas e realizar atividades demasiadamente desgastantes, essas pessoas não constam de acompanhamentos específicos para lhes ajudar a lidar com estas situações, o que as faz perder o controle por achar que não são capazes de se enquadrar no meio digital, quando só não forma preparadas corretamente para ele.

Em meio aos fatos apresentados, urge a necessidade de mudança. Assim, cabe ao Ministério da Educação colocar novas disciplinas na base curricular que trabalhe com os alunos as habilidades e competências necessárias para que sejam bons profissionais no futuro. Logo, por meio de projetos semestrais, devem oferecer tratamentos profissionais para cuidar de seu psicológico, e também abordar demonstrações e instruções dentro dos aparatos tecnológicos, para que, dessa forma, possam decidir suas profissões tomando como base as mudanças oferecidas com a nova era que se encontram.