Habilidades e competências para as profissões do futuro
Enviada em 16/10/2020
Ao longo da história, é evidente que tanto os meios de produção quanto o mercado de trabalho vem se aperfeiçoando, uma vez que nota-se a sua evolução, já que na Grécia Antiga era o artesanato até o século XIX com o surgimento das máquinas após a Revolução Industrial. A partir de tal ótica, é perceptível o aumento na cobrança das habilidades e competências dos trabalhadores , porém devido a fatores sociais e estatais muitos cidadãos não conseguem se capacitar para tais exigências.
A priori, é notório que o corpo social é fator determinante na manutenção desse imbróglio. Dessa forma, Arthur Schopenhauer, filósofo alemão expõe que limites do campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo que o cerca. A partir desse pressuposto, percebe-se que muitas pessoas não busca se capacitar para atender as exigências do mercado, pois já se acham profissionais completos e que não precisam estar em constante melhoramento. Em consequência disso, a falta de interesse dos trabalhadores em sua capacitação tendem a trazer problemas irreversíveis para sociedade, já que estes tendem a perder seu emprego e com isso podendo colocar a sua família em situações de extrema vulnerabilidade, na qual esta pode corroborar para a entrada do cidadão ou de seus filhos no mundo do crime.
Outrossim, segundo Zygmunt Bauman, filósofo polonês, em sua obra “Retrotopia”, diz que o Estado de maneira intencional é responsável pela ocorrência de impetuosidades. Dessa maneira, é evidente que o ensino falho causa uma má formação dos jovens e com isso estes não consegue atender os requisitos cobrados pelo mercado e nem se capacitar, assim ocorre o aumento das taxas de desemprego no Brasil e da importação da mão de obra. Por conseguinte, ocorre a transgressão do artigo 6º da Constituição Federal de 1988 em que garante a todos os cidadãos brasileiros o direito ao emprego.
Portanto, diante do supracitado urge a necessidade de lançar medidas para remodelar esse cenário. Assim, é dever do Estado aumentar os investimentos no setor da educação por meio de uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias para que haja um melhoramento no ensino brasileiro, tendo em vista a implantação de computadores e aulas mais lúdicas visando uma melhor aprendizagem dos alunos e melhor formação destes, com intuito de que estes consigam desenvolver todas as habilidades e competências cobradas pelo mercado de trabalho. Dessa forma, com a tomada dessas atitudes tal problemática será diluída.