Habilidades e competências para as profissões do futuro

Enviada em 20/10/2020

Sabe-se que a Terceira Revolução Industrial caracterizou-se pelo desen-volvimento do setor tecnológico e científico, com criação de softwares e muitos outros mecanismos que possibilitaram o crescimento do mundo virtual. Assim, hodiernamente, vive-se os reflexos dessa virtualização, principalmente no que diz respeito ao mercado de trabalho, visto que as habilidades e competências exigidas pelas novas profissões estão diretamente relacionadas ao domínio dessas tecnologias. Logo, a exigência de profissionais cada vez mais qualificados para manipular essa inteligência artificial, dificulta a inserção de inúmeros indivíduos no mercado  laboral, trazendo consequências que precisam ser analisadas.

Nesse sentido, para Steve Jobs- fundador da Apple- “A tecnologia move o mundo”, evidenciando como esse meio tornou-se imprescindível para a so-ciedade e onipresente em seu cotidiano. Assim, a mudança no mercado de trabalho é notória e a exigência de profissionais que dominem os sistemas tecnológicos vigentes tornou-se cada vez mais indispensável. Entretanto, muitos cidadãos não são capacitados para manipular esses mecanismos, tendo em vista que o governo não proporciona um ensino que seja capaz de preparar essas pessoas para tal atividade, logo, competir no mercado de trabalho de forma igualitária torna-se constantemente  mais difícil.

Ademais, essa mudança do mercado laboral, em que há a valorização do cognitivo em detrimento da força física, traz consigo consequências que afetam aqueles que não possuem estudo suficiente para operar tais sistemas. Assim, essas pessoas ficam à mercê do desemprego por não se enquadrarem nos padrões exigidos, tornando-se um problema social.

Desse modo, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para tanto, o Ministério da Educação deve fornecer subsídios para os centros educacionais, visando à contratação de professores de informática espe-cializados e fornecendo computadores a essas redes de ensino, a fim de que haja a formação de indivíduos que dominem esses aparelhos e que o “analfabetismo digital” não seja mais um limitante para conseguir trabalho.